sexta-feira, 23 de julho de 2010

Livros sem Tinta

Achei este site que é um portal de livros em PDF e outros formatos para baixar. Tem versões em espanhol e português.

librosintinta



Também achei um folder no eSpins só com obras do Castañeda!!!


Acessibilidade é o que há!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sempre há verdade escondida atrás de umas palavras.

Como pode-se verificar abaixo, eu tava dando uma lida nos textos de Ezio Flavio Bazzo, e super recomendo. Tratam de assuntos variados, escritos com convicção e verdade, certeza e conhecimento do que se fala. Assim que é bom! Nada de imparcialidade! Por enquanto eu só li esses pequenos textos do blog, mas já tô louca pra ler os livros. Ele tem uns quantos publicados, e ao que me parece, têm muito de caráter social. Tratam do humano (e desumano), desnudando os preconceitos, e por aí vai. Mas não tenho muita lábia ainda por falar dele, coisa que talvez a minha amiga Ellen, do Desobediência Vegana, possa fazer melhor, já que ela é fãzaça (??) do cara e quem me apresentou ele!

Mas fica a dica, entrem lá e confiram!! ^^

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A Medicina, como fábrica e mercado de angústia


E aí? Já tomou suas vacinas? Já checou seu colesterol? A glicose? Os triglicerídios? Cuidado com a tireóide! O fígado, os rins, os intestinos, a bílis negra, os corrimentos, as veias do reto. Tantos por cento morrem com câncer nas tripas! Cuidado! As piores doenças são silenciosas! Vá regularmente ao dentista. Um dente podre pode afetar seu coração! Existem mil tipos de aritmias! E os olhos? Cheque frequentemente a pressão de seus olhos. Olha o glaucoma aí gente! Todo mundo é diabético! Há uma propensão ao alcoolismo e à depressão na espécie. A depressão será o Grande Mal do Mundo! Comece a tomar remédio desde já. Vá verificar o estado de seus ossos. Lembre que você não é uma minhoca. Os exames que eram qüinqüenais passaram a ser semestrais. O status médico não pode ir para o buraco! Não dá para ficar com equipamentos parados. Vamos fazer exames, passar a vida fazendo exames até encontrar as raízes da morte em nossas entranhas. Ninguém o curará de nada, mas pelo menos você ficou sabendo. Apalpe seu corpo, você pode descobrir alguma anomalia: um caroço, uma espinha, uma veia pulsante, um chip. Mesmo que não seja nada grave, pelo menos lhe dará a experiência da angústia e a angústia, você sabe, é sinal de que você está vivo. Lambuze-se diariamente com protetor solar. O mais caro é sempre o melhor. E a próstata? Olha lá! Olha lá! A próstata é uma glândula de fácil desarranjo, como praticamente todo o corpo, foi um erro estúpido na evolução, mas os médicos, por dez ou doze mil poderão remediar ou mesmo extirpar esse mal. Vá ao geriatra. Mantenha-se lúcido como uma pantera até aos noventa anos! Não dê ouvidos àqueles que acham que a longevidade é um projeto tolo da burguesia e um truque das multinacionais dos medicamentos. Arraste-se pela vida, nem que seja como um verme, até o FIM. Mas resista. Esteja sempre entre as caravanas que vão mensalmente à Aparecida ou a Juazeiro do norte! Se sua aposentadoria não for suficiente para comprar remédios, vá ao banco, faça empréstimos. Quase sempre os banqueiros, que são acionistas também dos planos de saúde e das importadoras de medicamentos, transbordam de compaixão para com os da quinta idade. E as tetas? A indústria da mamografia só não cresceu mais que a indústria imobiliária e a indústria da cocaína. Comece a fazer seus exames a partir dos vinte anos. Você só tem quinze? Vá assim mesmo. Se você não quer parar de comer suas afrodisíacas feijoadas com cachaça e leite condensado, faça redução de estômago. Corte-se! Quanto mais cicatriz tiver, mais dará a impressão de ter vivido. Seja um homem ou uma mulher de seu tempo, pois tanto as vidas, como as guerras, acabarão sempre no cemitério.


Por Ezio Flavio Bazzo

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sê, lê, pense, escreva.

"Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.

Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos."



Álvaro de Campos certamente é o heterônimo de Fernando Pessoa que mais me agrada. Até agora.

Muitos poemas dele.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Porque surge uma paixão

Tolkien consegue levar-te por experiências vívidas, diria que é uma literatura do e pro coração. Talvez muitos elogios sejam resultado da admiração exacerbada que eu tenho por este homem desde a pré-adolescência, que me vitimou, inclusive, com uma tatuagem bem tolkeniana. Pormenores e particularidades à parte, exponho aqui parcela dos motivos de admiração.
A Obra (estou me limitando aqui ao Senhor dos Anéis, embora toda sua literatura tenha tais características - desde Roverandom ao Silmarillion) é escrita com tamanha riqueza de detalhes (sempre o primeiro ponto notado por todos - e que irrita alguns) e definições, descrições tão graciosamente elaboradas, que fazem surgir um efeito surreal: é tudo MUITO real. O leitor é intimado a assistir de camarote cada cena e vivenciar os sentimentos, fazer mergulhos profundos a cada página. Na passagem por Valfenda, a paz e o calor interior proporcionados pelo refúgio élfico invadem o corpo, como se toda a energia do lugar se transbordasse e enchesse não só o quarto, mas a alma. Foi uma experiênca vívida que eu tive - e a vontade de passar uns dias por lá é grande.
Dá pra encher páginas e páginas sobre todo esse tumulto existencial que se pode ter lendo Tolkien. Mas em referência ao estilo literário, pode-se caracterizar toda a criação em uma palavra: Fantástica; embora eu prefira realismo fantástico. Porque além de toda a fantasia, J. R. R. Tolkien foi além e criou um mundo - com suas próprias terras, povos, línguas, Deuses e uma história gigante e complexa - que mesmo depois de quase 60 anos de sua primeira publicação, continua a nos proporcionar deleites literários a cada releitura.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Novo livro de Tolkien no Brasil!

Foi anunciado no site da Mrtins Fontes que entre os próximos lançamentos está A lenda de Sigurd e Gudrún. Uma boa notícia para nós leitores brasilieros. O texto do site é o seguinte:

“Muitos anos atrás, J.R.R. Tolkien compôs sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade setentrional, em dois poemas estreitamente relacionados, aos quais deu os títulos de A Nova Balada dos Völsungs e A Nova Balada de Gudrún.

Na Balada dos Völsungs é contada a linhagem do grande herói Sigurd, matador de Fáfnir, o mais celebrado dos dragões, cujo tesouro ele tomou para si; de como despertou a valquíria Brynhild, que dormia cercada por uma parede de fogo, e de como foram prometidos um para o outro; e de sua chegada à corte dos grandes príncipes chamados Niflungs (ou nibelungos), com quem contraiu fraternidade de sangue. Nessa corte nasceu grande amor, mas também grande ódio, provocado pelo poder da feiticeira, mãe dos Niflungs, habilidosa nas artes da magia, da mudança de forma e das poções de esquecimento.

Em cenas de dramática intensidade, de identidades confundidas, paixão frustrada, ciúme e amarga contenda, a tragédia de Sigurd e Brynhild, do Niflung Gunnar e de sua irmã Gudrún, escala até o desfecho com o assassinato de Sigurd pelas mãos de seus irmãos de sangue, o suicídio de Brynhild e o desespero de Gudrún. Na Balada de Gudrún, contam-se seu destino após a morte de Sigurd, seu casamento a contragosto com o poderoso Atli, soberano dos hunos (o Átila histórico), como este assassinou seus irmãos, senhores dos Niflungs, e como ela se vingou de modo horrendo.

Numa versão derivada primariamente dos detalhados estudos da antiga poesia norueguesa e islandesa conhecida por Edda Poética (e, nos casos onde não existe poesia antiga, da obra posterior em prosa, a Völsunga Saga), J.R.R. Tolkien empregou uma forma poética de estrofes curtas cujos versos corporificam em inglês os exigentes ritmos aliterantes e a energia concentrada dos poemas da Edda.”

O site não informa data de lançamento ou qualquer informação sobre a publicação, mas está listada nos próximos lançamentos. Agora é esperar.

FONTE: Valinor

terça-feira, 6 de julho de 2010

" Sê como o abismo: instiga as pessoas a chegar perto, mas não o suficiente para que possam ver-te as profundezas"

Vanessa Dalla

Mais um!

Todo dia, praticamente, me deparo com livros que entram na minha lista de desejos. Se continuar assim, eu morro e não leio tudo. Além, claro, dos da lista de "reler". Um lançamento deste ano entrou na lista: A Pousada do Fim do Rio - Nora Roberts

Sinopse: Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre. Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele. Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite.




Achei este lançamento AQUI!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Livro: O Homem que Ouve Cavalos


É um livro emocionante, ainda mais pra mim, apaixonada por cavalos como sou...De Monty Roberts, pode ser considerado uma auto-biografia, pois nele o escritor e criador de um modo não convencional de domar cavalos relata toda a sua vida baseada em aprender e aperfeiçoar um método de doma que hoje é um dos mais dignos do mundo. Monty nasceu na Califórnia, aos dois anos de idade já ganhava concursos em cima de um cavalo, e sempre viu seu pai os domando pelo método clássico - "machucá-los para não ser machucado". Mas seu amor profundo pelos animais fazia seu coração palpitar em busca de uma vida mais tranquila para esse animais. Foi assim que não perdeu a oportunidade, quando aos 14 anos teve que ir à Nevada buscar uma manada, e por lá ficou por semanas em meio ao nada, apenas observando os costumes e métodos de educação dos cavalos selvagens. Possuia uma deficiência visual que lhe permitia apenas enxergar em preto e branco, e ele detectava com absoluta perfeição a movimentação da manada até mesmo a noite. Descobriu que é a água mais velha que traça os itinerários e castiga os potros mais rebeldes, e que o papel dos garanhões é apenas cuidar dos seus haréns e vigiar os animais predadores.

Ele então, com base em suas observações, desenvolveu um método detalhado e sem castigos de domar animais selvagens em 30 minutos e reabilitar os problemáticos, e sua fama viajou o mundo e até foi convidado pela Rainha da Inglerra para fazer apresentações em seus estábulos, o que considera o ápice de sua carreira, por ter tido completo sucesso na experiência e ter se tornado amigo pessoal da Rainha e sua mãe. No livro ele descreve todas suas experiências e aventuras, bem como parte de sua vida pessoal, demonstrando ser um homem de caráter inigualável, pai de família dedicado e exemplar, as dificuldades vencidas, como os grandes confrontos com o pai e a rasteira que levou durante a construção de seu objetivo pessoal e grande sonho - e sua vitória. Narra tudo de forma suave e leve, mas que fazem o coração bater mais forte a até mesmo os olhos lacrimejarem. A linguagem que ele usa com os cavalos é fantástica, e qualquer pessoa que trabalhe com animais deve ler o livro. Termina o capítulo da descrição minunciosa do método Monty Roberts com o recado:
"SEM DOR
Se você puder executar todo o processo, terá me ajudado na minha luta para fazer do mundo um lugar melhor para os cavalos."


Quem assistir a "O Encantador de Cavalos", poderá ver que a realidade supera a ficção! Mais do que ouvi cavalos, Monty fala com eles. Sem dúvida, um dom inigualável.

As inspirações

Achei uns desenhos baseados nas obras do Tolkien, todos de autoria de Paulo Scheunemann. Olhem que lindos:


Fingon



Ulmo aparece a Tuor



Morgoth o inimigo



Carcarath blocks the way



Tom Bombadill



Beren e Luthien


Achei-os muito bons mesmo ^^ Tem mais no orkut do rapaz!!

Acho muito legal essa motivação que os fãs tem em expressar a obra de outras formas...tem mais gente fazendo outros filmes, maquetes, etc...desde que se tenha uma boa base e seja fiel ao texto, é válido!

Até mais!

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre o sentimento de pena.

Pena é um sentimento discutível. Geralmente quando temos pena estamos pré-julgando a condição alheia. Temos pena de tal pessoa, porque ela não é feliz; ou então tenho pena porque ela não passou na prova que tanto queria; tenho pena dos mendigos...
Se tu declaras que tens pena de alguém, é porque: tu estás fazendo um julgamento prepotente, onde tu te consideras mais feliz, mais afortunado, com mais bens que tal pessoa vítima do sentimento - mas como tu podes bem saber que a pessoa não é feliz nas próprias condições? Que na sua simplicidade, ela também sabe ser feliz, simplismente. Outra questão é a do merecimento; ora, cada um recebe o que merece, não é isso? O esforço é sempre recompensado - se a recompensa não veio, foi porque não houve esforço suficiente. Nesse caso, não há espaço para a pena. O aceitar da própria condição em que se vive e está requer mente aberta, e vai levar a um estado espiritual em que você mesmo não se considera digno de pena - pois é isso mesmo, se tu acha que outros deveriam ter pena de você, é porque você não aceita a condicação em que vive (e não faz nada para mudar). Mas fato é que cada um recebe o que merece...Mas a pena dos pedintes, das crianças carentes e etc, envolve toda uma questão social, que não vai ser discutida aqui, mas de qualquer maneira, não acho que devemos ter pena dessas pessoas - elas podem possuir ou desenvolver uma inteligência fora do comum. Considerar sua condição triste? Sim, é triste ver alguém morando nas ruas, pedindo pra sobreviver. Mas ter pena...é considerar a pessoa muito inferior, e acreditar que ela só pode ser feliz se tiver tantos bens quanto tu - quando no dia seguinte tu estarás reclamando da infelicidade em que vives.
É por isso que pena não faz mais parte do rol de sentimentos que eu me permito sentir.

Sobre o merecimento da morte, segundo Gandalf.

Bom, pra quem sabe, eu sou adicta de Tolkien, e agora estou relendo o Senhor dos Anéis, ainda no vol. 1, e uma das passagens mais bonitas e sábias, pode-se dizer da obra, na minha opinião, é a seguinte, quando Gandalf está explicando para Frodo sobre "coisas do mal":

-Mas isso é terrível - gritou Frodo. [...] É uma pena que Bilbo não tenha apunhalado aquela criatura vil, quando teve a chance!
- Pena? Foi justamente pena que ele teve. Pena e Misericórdia: não atacar sem necessidade. E foi bem recompensado, Frodo. Tenha certeza de que ele foi tão pouco molestado pelo mal, e no fim escapou, porque começou a possuir o Anel desse modo. Com Pena.
- Sinto muito - disse Frodo. - Mas estou com medo; e não sinto nenhuma pena de Gollum. [...] Merece a morte.
- Merece! Ouso dizer que sim. Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte.
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