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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nárnia e o que Mini-Jardins têm a ver com ela.

Nossa, que muito lindo!
Vou encher meu quarto dessas plantinhas mimosas!











Isso me lembrou que a origem de todo o conto Narniano veio de uma visão de Lewis quando ainda criança, enquanto ele observava um mini-jardim em uma tampinha de pote. Ele imaginou e se perguntou quanta vida e universo poderiam existir ali dentro...
não é que saiu bastante coisa dali??



A gente imagina que esses caras eram gênios de outro mundo, coisa assim. Mas nada disso, eram pessoas com vidas e atividades comuns, mas sabiam por o cérebro para trabalhar!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sobre a amizade, por Lewis

"Em cada um de meus amigos há algo que somente um outro amigo pode extrair plenamente. Eu sozinho não sou grande o bastante para chamar o homem inteiro à atividade; preciso de outras luzes além das minhas para mostrar todas as suas facetas. Agora que Charles (Williams) morreu, nunca mais hei de ver a reação de Ronald (Tolkien) a uma piada especificamente carolina. Longe de ter mais de Ronald, tê-lo “só para mim” agora que Charles se foi, tenho menos de Ronald. Portanto a verdadeira amizade é o menos ciumento dos amores. Dois amigos deleitam-se em se unirem a um terceiro, e três a um quarto, contanto que o recé-chegado esteja qualificado para se tornar um amigo de verdade [...] É claro que a escassez de almas congêneres [...] impõe limites à expansão do círculo; mas dentro desses limites possuímos cada amigo não menos, e sim mais, à  medida que aumenta o número daqueles com quem o compartilhamos."
 


C. S. Lewis 

Extraído de O Dom da Amizade, Colin Duriez.

Tesouros passados

Há uma obra de ficção incompleta que C. S. Lewis escreveu na juventude. É sobre um rapaz de 14 ou 15 anos, “que ocultara um tesouro especial num canto escuro de seu quarto. Quando se ajoelhava nesse canto, especialmente em um dia muito ‘solitário’, podia ouvir os ventos rodopiando em torno das entranhas da casa. Seu tesouro era uma pilha irregular de papéis – canções, peças e histórias. Era tudo o que ele tentara escrever durante os anos de juventude. Por baixo dos papéis, agora desbotados com os anos, havia muitos desenhos que fizera antes de saber escrever. Além de seus escritos e desenhos havia outras coisas – caixas de tintas, gravuras extraídas de anuários para meninos, um pequeno número de livros proibidos e, quando os fundos permitiam, cigarros. Esse detrito compunha o tesouro do rapaz,
  “minha religião: pois era meu passado, e o passado era tudo o que eu já tornara meu.”'



Retirado de Tolkien e C. S. Lewis, O Dom da Amizade, de Colin Duriez
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