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domingo, 1 de abril de 2012

Porcos x...porcos?

Trecho de A Vez do Bola-de-Neve:


Os porcos informaram com muito gosto que os cofres da Granja dos Bichos estavam sustentando-se muito bom, e que não havia sido necessário tomar um empréstimo bancário (o que quer que isso significasse) para concluir as obras. No momento apropriado, contrataram-se especialistas, e muitos dentre os bichos ficaram inquietos com a presença de eletricistas, soldadores e inspetores humanos. Mas Bola-de-Neve estava certo. O caminhar bípede e o uso de roupas ajudavam a evitar problemas, tanto da parte dos humanos quanto da parte dos bichos. Depois de tanto tempo lidando com os humanos, muitos porcos estavam tão aclimatados a eles que os bichos da granja tinham alguma dificuldade em perceber a diferença entre homens e porcos (no fim das contas, tudo virou uma questão de nariz versus focinho, sapatos versus patas). 

Com o passar dos dias, quase todos concordavam que a melhor maneira de lidar com um humano era tratá-lo como um porco. Ambos gostavam de um pouco de bajulação.






Leia a RESENHA DO LIVRO

A Vez do Bola-de-Neve, depois da Revolução dos Bichos.


A Vez do Bola-de-Neve é uma paródia demolidora que traz para o mundo globalizado A Revolução dos Bichos, de George Orwell sobre o stalinismo. [...] Nessa história de John Reed,, Bola-de-Neve, o porco trotskista expulso na ficção de Orwell, volta à Granja em decadência para instaurar nela o capitalismo avançado, fundado em luxo, individualismo e competitividade. Na floresta vizinha, castores massacrados no vale tudo do mercado resolvem se vingar realizando um sangrento ataque aos Moinhos Gêmeos [...].”

Não há muito a acrescentar ao texto da contracapa do livro, já que o enredo e a história são meio enfadonhos. Não há clímax ou emoção, apenas a rotina fatigante e cada vez mais capitalista dos porcos, cavalos, burros, patos e toda sorte de animais que vão viver na Granja, encantados com o sonho colorido de conforto e riqueza que a ascensão capitalista da Granja instaura em todos. Mas não deixa de ser interessante ao analisá-la, fazendo uma comparação com a nossa própria forma de sociedade atual, bruta e insensível, da mesma forma que os porcos tratam os outros animais, considerando-se superiores. E ao ler, mesmo A Revolução dos Bichos, ou A Vez do Bola-de-Neve, não deixo de ficar triste pensando na exploração animal, ou ainda, como queremos que nossos conceitos e modos humanos sejam aplicados e instaurados na vida de espécies alheias. Isso é ir além, e deixa pra depois, como quase tudo que requer muito esforço da mente...

TRECHO DO LIVRO

Obs: Não é o mesmo John Reed de México Rebelde. Isso causou grande confusão na minha cabeça, e decepção também :(

sábado, 13 de agosto de 2011


“Aquí está Francisco Villa
com sus jefes y oficiales,
Es el que viene a ensillar
A las mulas federales.

Ora es cuando, colorados,
Alistense a la pelea.
Porque Villa y sus soldados,
Les quitarán la zalea!

Yá llego su amansador,
Pancho Villa el guerrillero,
Pa' sacarlos de Torreón
Y quitarles hasta el cuero!

Mulheres e até crianças aderiram à revolução mexicana.
Los ricos com su dinero
Recibieron una buena
Con los soldados de Urbina
Y los de Maclovio Herrera

Vuela, vuela, palomita,
Vuela em todas las praderas,
Y di que Villa ha venido
A hacerles echar carreras.

La Justicia vencerá.
Se arruinará la ambición,
A castigar a toditos,
Pancho Villa entró a Torreón.

Vuela, vuela, águila real,
Lleva a Villa estos laureles,
que ha venido a derrotar
a Bravo y sus coroneles.

Ora, hijos del Mosquito,
Que Villa tomó Torreón,
Pa' quitarles lo maldito
A tanto mugre pelón!

Viva Villa y sus soldados!
Viva Herrera com su gente!
Ya han visto, gentes malvadas,
Lo que pueden los valientes.

Ya com ésta me despido:
Por la Rosa de Castilla,
aquí termina el corrido
Del General Pancho Villa!”


Pancho Villa no cavalo


Poema dos camponeses, em improvisação numa noite de trégua, registrado por John Reed. 


  • Neste link [Mexican corridos], tem um pouco mais da história da revolução mexicana de 1910, e diversos corridos, como eram chamados estes poemas.

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