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terça-feira, 12 de junho de 2012

Literatura fantástica brasileira

Ótimo artigo, que fala sobre o surgimento da literatura fantástica brasileira, e de como esses autores têm de encarar ainda muito preconceito e ladainha.
A literatura brasileira é riquíssima e vasta, com grande clássicos consagrados mundialmente. Infelizmente,  muita gente ainda tem a visão mesquinha de que é antiquada e deslocada - para não falar ruim.
É bom ver que mesmo em meio ao surto de estrangeirismos no Brasil, existem autores atualmente dedicados a levar nossa cultura adiante e de forma mística, ainda, além de facilitar o acesso à cultura pela sociedade.





quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Fúria dos Reis - Resenha


A continuação de A Guerra dos Tronos, o segundo livro da série “as Crônicas de Gelo e Fogo”, A Fúria dos Reis, exibe mais precisamente todo o talento de G. R. R. Martin. Nesse episódio, o Reino encontra-se em caos. Quatro (ou 5...) Reis tentam reinar onde a desordem prevalece e os ânimos se alvoroçam, e a trama segue se misturando com os destinos desses Reis, seus maniqueísmos e manipulações.

Nos Sete Reinos, predominam os saques e roubos, os incêndios e a destruição. Em Porto Real, cidade onde agora reina a pobreza, Tyrion segue com suas artimanhas surpreendentes, enquanto Cersei, má e altiva, governa em nome do tolo e cruel Joffrey. Robb Stark continua liderando seu exército até então vitorioso contra os Lannister, enquanto Stannis se alia a forças desconhecidas para a conquista do que reclama seu por direito.

No Norte, Jon tem de abandonar o grupo, lutando pela própria vida, enquanto as maiores ameaças para o Reino se moldam. Porém, lá no Leste, Daenarys atravessa desventuras e ameaça cruzar os mares em busca de sua coroa prometida, ao tempo que seus bebês crescem. Sansa e Arya vivem momentos de desespero e descobertas.

O enredo criado dessa vez é fantástico. Mas, embora Martin seja capaz de nos proporcionar ansiedade e curiosidade, também tem os capítulos de marasmo, dito os de Catelyn. Mas na maior parte do tempo, somos carregados para dentro dessas páginas com entusiasmo, conhecendo melhor esse mundo de glórias, desonras e traições que pairam por toda a história, onde vemos toda a miséria humana, mas também sua altivez, e o que menos se espera nos surpreende na próxima página; é todo esse mistério e essa trama de personagens complexas que faz da série de Martin algo merecedor de atenção, magnificamente ambientada numa Idade Média em grandes proporções e com toques de intensa fantasia, além de, talvez o mais atrativo para muita gente, o realismo que nos faz envolver com cada sentimento, nos trazendo o ódio ou a compaixão para determinadas personagens, avivando com maestria todo o ambiente, e nos fazendo crer habitar lugares já visitados pelas lembranças.








Ed. Leya
2011
656 páginas


terça-feira, 17 de abril de 2012

FANTASPOA

De 4 a 20 de maio, acontece em Porto Alegre a oitava edição do Fantaspoa, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Foi o primeiro evento do tipo no Brasil, dedicado exclusivamente ao gênero fantástico (ficção científica, fantasia e horror).
A cada ano o público e a estima do Festival crescem, que conta com a participação de muitos cineastas, roteiristas e diretores reconhecidos no ramo.

Aprecie, pela bagatela de 5 pilas a seção.

Conheça tudo no site, programação, sinopses, etc:



domingo, 8 de abril de 2012

A Guerra dos Tronos, A resenha.

Buenas. Vai ser difícil de falar (ou escrever...) sobre este livro. Primeiro, ainda estou no segundo da série de 4 (aqui no Brasil...lá fora já são 5), e depois, por que ele é um tanto complexo, mesmo. Mas a gente tenta! Como não é do meu feitio, essa resenha não do tipo "resumo" (aliás, geralmente odeio isso). Gosto mais de falar das impressões e considerações que considero relevantes.

Só pelo Prólogo de A Guerra dos Tronos, já dá pra sentir um pouco como vamos ficar sem fôlego através do poderoso épico de George R. R. Martin. Mas o começo é meio decepcionante, parece que ele não está falando nada com nada, e a série interminável de apresentações de novos nomes, características, famílias e personalidades é cansativa. Mas se aprende a desapegar, porque depois tudo vai fazendo sentido e vamos nos acostumando. Digo isso como um incentivo, porque minha mãe parou nos primeiros capítulos e eu juro que tive essa vontade. Mas fui adiante, e foi recompensador.

O que toma parte nesse livro é a Guerra pelo Trono de Ferro, que governa os Sete Reinos de Westeros. Uma teia de intrigas e imprevistos entre famílias tradicionais é o miolo de tudo o que se passa.

Cada capítulo cria um novo enredo e um novo mistério. De fato, mistérios é o que não falta na novela épica de Martin. O fundamental do livro são as intrigas e oposições, os conflitos sobre honra e dever. A ambição também ganha um espaço considerável nas preocupações pessoais. E cada personagem vai se moldando, de forma profunda, sempre seguindo algum desses princípios morais (ou não tão cheios de moral assim). Cada pessoa na obra tem uma particularidade, e histórias profundas. Algumas vão se mostrando mais exemplares, e outras têm um caráter duvidoso, sempre escondido atrás de narcisismos notáveis. Muitas vezes, vemos a evolução da personagem, nos envolvendo e cativando. É difícil não se apegar a alguns papéis, e ficarmos emocionados com o seu desenvolvimento.
Daenarys

Martin tem o dom de fazer de que de cada diálogo sobre uma dúvida ou uma faísca que vai gerar o incêndio, e surpresas são comuns, embora os personagens mantenham-se sempre no mesmo caráter pré-moldado (até agora). É honra até a morte, e que a morte nos tire a honra. Com duas ou três exceções, personagens muito bem elaboradas e intrigantes, geralmente sabemos o que podemos esperar das outras.

Passagens assustadoras e cheias de suspense também enchem algumas páginas com um certo louvor. Mas, incomum para mim até agora, nesse tipo de literatura, eram as infinitas citações às putas e bordéis. Nada contra, um pouco de sujeira para um mundo paralelo (posso chamar assim? Afinal, não é a Terra Média...) que mais remete à Idade Média (do mundo ordinário).

Críticas também às narrações de guerra. Na verdade, elas quase nem existem. A guerra só começa, e depois termina (até agora foi assim, praticamente).

John, Bran e Robb Stark

Maaaas embora eu tenha achado alguns pontos fracos, de longe passa a ser uma obra ruim. É complexa, dentro da sua capacidade, e bem escrita, cheia de pegadinhas e humores, e recomendo a qualquer bom leitor com paciência. De fato, a literatura fantástica ficou renovadíssima e com um novo fôlego!

A HBO criou a série homônima, muito aclamada e de produção excelente, já estou viciada também. Rsrsr, mas algumas passagens deixam a desejar, e não, não é tão fiel ao livro assim. As imagens são retiradas da série.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A perspectiva literária

É necessário recordar que, muito embora em um sentido o Outro Mundo era um lugar definido, ainda assim em outro sentido o reino dos deuses estava dentro de nós, a Terra e o reino das fadas coexistindo na mesma área do chão. Era tudo uma questão do olho que vê [...] O habitante deste mundo pode ficar consciente de uma existência num plano totalmente diferente. Ir da Terra ao Reino Encanto é como passar deste tempo à eternidade; não é uma jornada no espaço, mas uma mudança de perspectiva mental.

Dorothy L. Sayers – 1916.
Essa era uma colocação de perspectiva do mundo compartilhada entre os Inklings (grupo de intelectuais promovido por C. S. Lewis, com Tolkien e outros, na década de 30), que estabeleceu o padrão para escritos futuros dos professores.
Também levanta a questão de que a fantasia não é um mero escape da realidade, como consideram alguns críticos, mas um lugar-comum com possível de ser presenciado.
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