Mostrando postagens com marcador Tolkien. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tolkien. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resenha "comparativa": Senhor dos Anéis x Guerra dos Tronos


Bem, não é difícil de achar por aí, textos que tentam comparar, pôr em pé de igualdade ou menosprezar um a favor do outro, Senhor dos Anéis (SdA) e Guerra dos Tronos (GoT)1. Sou fã adicta de Tolkien, e leitora costumaz de fantasia, então também me encantei por GoT. Mas vou tentar não ser tendenciosa ao SdA e ser justa – ok, justiça pode ser um conceito individual, mas tentarei fazer nos meus termos.


- A se começar pelo uso da fantasia em si. Fantasia é aquela obra que faz uso de personagens ou seres de caráter mitológico, nascidos da imaginação do próprio autor ou tirados de lendas antigas. Pode ter importância secundária, ou tomar dimensões inconcebíveis. Basicamente, é isto que difere as duas obras.Tolkien usa a fantasia dentro da própria narrativa, o ambiente é totalmente fantástico e a sua presença é constante e imprescindível. Sem tal ambientação quase sem limites, muita coisa perderia o sentido e o contexto.  Já Martin, ao meu parecer, faz dela uso secundário. Os seres fantásticos e mitológicos estão ali, para dar o toque mágico, escuro ou tenebroso necessário para a impressão do leitor. Mas de modo algum eles são o motivo da obra – ou pense bem, os gramequins não fariam falta, e os Outros só servem, até agora, para dar medo e fazer parte de um desenrolar de trama.

- Outra característica importante é a avaliação das personagens, e vou me estender. Um livro só existe pq têm personagens, e personagens só existem porque têm um fim e um começo – e nesse meio tempo, uma evolução. E é a evolução que dá sentido pra tudo, não seria justo o Aragorn ser Rei sem ter lutado, ou a Daenarys ter os dragões sem ter sofrido. O final pode ser então a conquista do objetivo, ou obra da “justiça divina”, a redenção dos pecados ou a punição, a morte, enfim. E cada personagem tem seu meio de chegar até lá. Ambas estórias têm heróis e vilões. Mas Tolkien manipula (ou dá vida) as personagens de forma mais pueril e suave. Elas sofrem, e têm sentimentos humanos, mas geralmente é algo profundo, que faz tal pessoa se questionar, põe em dúvida a missão. Digamos que Tolkien dá mais heroísmo clássico (?) nos infortúnios dos coitados, bem como a recompensa é bela e grandiosa. Então, ao meu ver, as personagens se Tolkien se aproximam um pouco mais do sagrado e não são atormentadas por questões tão mundanas, são seres exemplares e geralmente honrosos, um pouco mais de beleza e suavidade. Já as personagens de Martin, elas me parecem arranhar, dão um sentimento mais forte de raiva, indignação, ou um carisma maior – mas isso quer dizer que elas são mais humanas, portanto, são mais sujas, apresentam mais conflitos éticos e essas coisas comuns, bem como a presença comum de bordéis, sexo, homoafetividade, e sentimentos mais feios são constantes, como a vingança , e o desejo de cabeças rolando por puro prazer – aliás, o prazer move muitas coisas ali, esse desejinho incoerente, rsrs. Até mesmo as personagens más do Tolkien são mais grandiosas e espertas – desde Morgoth que f**eu com tudo, até Saruman (seu faxineiro, rsrs), que em humilde simplicidade constrói aberrações inumanas mortais. Porém, parece-me que Martin trabalha um pouco mais toda essa inconstância humana e espírito de almas.
Série de livros de G. Martin (Fonte: Amazon)
                    Série de livros de G. Marin (Foto: Amazon)


- complexidade e coerência da obra. Bem, até que não dá pra falar muito em coerência quando o assunto é Tolkien. Mas complexidade dá. Os terrenos de ambientação são inigualáveis. Tolkien moldou três eras longas e recheadas de mitos, lendas, heróis e anti-heróis, bem como explicou em epopeia o nascimento do mundo e de cada ser habitante da “atual” Terra Média. Confesso não ser perita em Martin. Mas até hoje nunca ouvi falar sobre como Westeros surgiu, ou da onde vieram os Outros. Existem passagens que tentam explicar e dão sugestões sobre o passado remoto de seu mundo, dando a ilusão de que um dia tudo vai se encaixar. Mas não. São passagens vagas e tu fica: “tá, e daí, o que veio depois?”, contrastando com toda a riqueza de detalhes e sofisticações tolkenianas. Além das línguas de Westeros, que sabemos que existem, mas até agora, nada mais2. Mas sobre Sindarin e Quenya existem quase dicionários deixados por Tolkien. Na realidade, não creio existir obra tão complexa quanto a história de Arda/Terra Média e seus povos.
Confesso que tentei ser imparcial, mas talvez não tenha dado. Minha predileção por tolkenidades é visível e tá explodindo do texto. Mas nem de longe eu quis falar mal ou depreciar GoT. Estou adorando a série, é envolvente e tudo o mais. Podem ler as resenhas abaixo ;)

E no fim, para não ficar no vácuo, a maior constatação de todas: não dá para comparar o incomparável – sem querer dizer que uma é melhor que a outra, porque elas são DIFERENTES, cada qual tem qualidades únicas e memoráveis. Acho que isso põe um ponto final, não é?


Quem tiver objeções, manifeste-se.


Notas:
1. Por SdA identifico toda a obra tolkeniana, Silmarillion e etc. Li apenas até o segundo livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, da qual o primeiro livro é o Guerra dos Tronos - mas vou continuar - são 5.
2. Justamente por não ter terminado a série d'As Crônicas não posso afirmar que não existam explicações maiores e adendos. Mas até agora, não li a respeito - o que pode ser um engano confesso.

domingo, 6 de maio de 2012

Os Filhos de Húrin, Resenha (agora é a minha)


Os Filhos de Húrin trata do desfecho histórico e trágico da família de Húrin, especialmente através dos passos errantes do seu filho, Túrin Turambar, que quer dizer “Mestre do Destino”. Bom, o épico não foi finalizado por Tolkien, que deixou alguns trechos inacabados e pontos em discordância. Mas a história é uma das mais completas e desenvolvida d’O livro dos contos perdidos. Sobre a história, Tolkien afirmava que era um conto compreensível por si só, mesmo com um conhecimento vago do plano de fundo, mas não isentava a importância que esses contos “isolados” mantinham com a história geral, sendo eles “elos fundamentais do ciclo”. O mestre responsável pela bela organização do vasto material espalhado por aí em folhas soltas e notas de rodapés foi seu filho Christopher Tolkien. Hoje ele já tem 88 anos. A história de Túrin já existia em 1919, se não antes, segundo ele. Só cito os números, porque eles me impressionam. Já faz tanto tempo, e as histórias não perdem sua magia, magnificência NEM soberania.

Por tudo isso, superindico a leitura para os não fãs de Tolkien (ahn, isso é possível?). Não é preciso entender a história do Anel (ele ainda não existia, keep calm) ou visualizar a Terra Média inteira.

OK. A leitura é linda, bela, mágica, me surpreendeu do inicio ao fim, mesmo já conhecendo a história. Húrin e sua família são amaldiçoados por Morgoth, o então Senhor do Escuro (muito mais fodão que o Sauron, seu vassalo). A partir de então, todos os passos de Túrin são cobertos por escuridão e desgraça. Comete atos heroicos , e vira sim, uma espécie de herói, temido e amado. Mas tudo o que ele faz tem a mão do mal, e por isso ele traz infelicidade e tragédias a todos que o rodeiam.

A narrativa é ora melancólica, ora excitante e exaltante. É um pequeno épico, uma pequena história repleta de belas palavras, elfos sábios, homens cruéis e anões duvidosos, onde a força do mal predomina e a Escuridão ameaça pairar sobre o mundo definitivamente. É uma história sombria, definitivamente a mais sombria de Tolkien. Arrepia a alma e meu coração bate mais forte. Tenho dito.

“- Cabed-em-Aras, Cabed Naeramarth! – exclamou. – Não poluirei tuas águas onde Níniel foi lavada. Pois todos os meus atos foram maus, e o último foi o pior.
Então puxou da espada e disse: - Salve, Gurthang, ferro da morte, somente tu me restas agora! Mas que senhor ou lealdade conheces a não ser a mão que te empunha? Não recuas diante de sangue nenhum. Tomarás Túrin Turambar?” 



E como eu não gosto de fazer resenhas estilo “resumo”, contando toda a história, podem conhecer mais da história AQUI, nessa outra bela resenha.


Não ficou com vontade??

terça-feira, 17 de abril de 2012

Frases Tolkenianas

Sábios conselhos do Professor. De longe, meu preferido é o terceiro, desde a primeira vez que o li, me encantei. É profundo se tu pensar...


Não é nossa função controlar todas as marés do mundo, mas sim fazer o que pudermos para socorrer os tempos em que estamos inseridos, erradicando o mal dos campos que conhecemos, para que aqueles que viverem depois tenham terra limpa para cultivar. Que tempo encontrarão não é nossa função determinar. 

Aquele que quebra uma coisa para descobrir o que ela é deixou o caminho da sabedoria.

Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém a morte. Pois mesmo os muitos sábios não conseguem ver os dois lados.

Momento narcisista, meu próprio pequeno Tolkien.

domingo, 1 de abril de 2012

Os Filhos de Húrin - a melhor resenha

Ia resenhar "Os Filhos de Húrin", mas não posso deixar de postar esse achado. É uma resenha completa e sentimentalista, capaz de evocar sensações provocadas pelo próprio livro. É uma resenha da imprensa internacional da época da publicação do livro, da revista eletrônica Salon.com, e eu achei na Valinor.
É bem longa, mas não é cansativa, e é perfeita e condizente, misturando fatos históricos da vida de Tolkien.



Senhor das ruínas

Christopher, filho de J.R.R. Tolkien,
passou mais de 30 anos montando fragmentos que seu pai deixou para
trás. Agora, os leitores podem descobrir o que aconteceu 6.000 anos
antes de Bilbo Bolseiro encontrar o Um Anel.

por Andrew o'Hehir



Depois de alguns capítulos da narrativa de "The Children of Húrin", o
livro mais ou menos novo mais ou menos escrito por J.R.R. Tolkien, um
carpinteiro aleijado chamado Sador contempla seu trabalho abandonado
com emoções misturadas. Sador é um servo fiel de Húrin, senhor da Casa
de Hador na terra de Dor-lómin, e estava esculpindo uma grande cadeira
para seu mestre. Mas, meses antes, Húrin cavalgou para uma batalha que
terminou em derrota terrível. Ele não retornou, e suas terras foram
conquistadas e pilhadas por forasteiros. Assim, Sador deixou de
trabalhar na cadeira, e ela "foi enfiada num canto, incompleta".

Enquanto tenta decidir se deve desmontar a cadeira e usá-la como lenha
no inverno, Sador conversa com Túrin, o filho pequeno de Húrin que logo
será mandado para o exílio e tornar-se-á o herói andante e amaldiçoado
dessa história sombria, sangrenta e apaixonante. "Perdi meu tempo", diz
Sador sobre sua longa labuta, "embora as horas parecessem agradáveis.
Mas todas as coisas desse tipo são de vida curta; e a alegria da
criação é seu único fim, imagino."

É impossível não ouvir John Ronald Reuel Tolkien repreendendo ou
consolando a si mesmo com essas palavras. Ao morrer, em 1973, Tolkien
deixou para trás as ruínas impublicáveis de um imenso conjunto de
literatura lendária, englobando uma história imaginária inteira do
mundo, da criação até épocas quase modernas. Os grandes episódios
heróicos dessa história – os elementos que ele considerava os mais
importantes – foram escritos apenas de forma sumária ou em fragmentos,
apesar de numerosas tentativas de transformá-los em prosa narrativa ou
poesia épica. Ele teve um sucesso acadêmico significativo como
lingüista e filólogo em Oxford, mas a maior parte de sua carreira
literária foi gasta desperdiçando energia em projetos que Tolkien nunca
completava. Ele era atormentado por bloqueios criativos, humores
sombrios e numerosas mudanças de rumo. Enfiou muitas cadeiras
incompletas num canto.

Tolkien ainda poderia ser recordado dessa maneira por algum grupelho
minúsculo de admiradores, se não fosse pela única parte de sua história
- na mente dele algo relativamente sem importância, tirado dos estágios
posteriores de seu "legendarium", mas que tinha um foco unicamente
íntimo e pessoal – que ele transformou numa narrativa de larga escala.
Tolkien tinha 62 anos quando publicou o primeiro volume de "O Senhor
dos Anéis", sua obra-prima de fantasia responsável por definir esse
gênero, e mais de 70 quando a popularidade explosiva do livro o tornou
rico e famoso. Não há como negar que a história do hobbit Frodo e de
seu pequeno grupo de companheiros, que encaram uma perigosa jornada com
o Um Anel de Sauron, o Senhor do Escuro, está entre os livros mais
queridos já publicados. Inevitavelmente, para a maioria de seus
leitores o enorme conjunto de tradições por trás do livro não passa de
um pano de fundo curioso, cheio de genealogias incompreensíveis,
línguas inventadas e nomes impronunciáveis.

Contudo, como bem sabe o universo de fãs viciados de Tolkien – um
universo que nem é tão pequeno, aliás – o autor tinha imaginado e
examinado cada detalhe de sua criação, de forma tão detalhada quanto
havia feito Ilúvatar, o equivalente de Javé que criou a Terra e deu
vida a Elfos e Homens. (A linguagem de Tolkien, assim como sua visão de
mundo, nunca é neutra em termos de gênero.) Nenhum autor de fantasia ou
de qualquer outro gênero jamais construiu um mundo com tanta densidade
histórica e lingüística; chega a parecer que esse imenso trabalho de
arquiteto exauriu Tolkien e, com exceção da narrativa de "O Senhor dos
Anéis", não lhe tenha sobrado energia para contar suas histórias.


Por mais de 30 anos, Christopher Tolkien, que trabalha como
testamenteiro literário de seu pai, tem revelado fragmentos e pedaços
do baú tolkieniano, quase como um ferreiro anão tentando reforjar uma
grande espada élfica a partir de agulhas e lascas espalhadas. Embora "O
Silmarillion" tenha sido um best-seller quando foi publicado em 1977,
por exemplo, só os fãs mais durões de Tolkien atravessaram seus
sumários secos e empolados de grandes feitos do passado distante. O
próprio Christopher Tolkien escreveu, com seu circunlóquio
característico, que "o estilo e forma de compêndio ou epítome de 'O
Silmarillion', com sua sugestão de eras de poesia e 'tradição' por trás
deles, evoca fortemente um senso de 'histórias não-contadas', mesmo
quando elas são contadas. A 'distância' nunca se perde. Não há urgência
narrativa, a pressão e o medo do evento imediato e desconhecido. Não
vemos as Silmarils do mesmo jeito que vemos o Anel."


Christopher Tolkien tem hoje 81 anos, a mesma idade que o pai dele
quando morreu, e pode-se imaginar que "The Children of Húrin" é sua
última e melhor tentativa de contar uma das grandes "histórias
não-contadas" de Tolkien em algo próximo a uma forma completa. Ele
trabalhou de forma contínua e árdua para reunir pedaços de manuscritos
que aparentemente recuam até 1918, quando Tolkien concebeu
originalmente a história, e que continuam quase até o fim da vida dele.
A história de Húrin de Dor-lómin, de seu filho Túrin e da luta fadada
ao fracasso dos dois contra Morgoth (o "Grande Inimigo" de Elfos e
Homens, senhor e mestre de Sauron) foi contada duas vezes antes,
primeiro em "O Silmarillion" e novamente no volume "Contos Inacabados"
(1980), editado por Christopher. Ela emerge aqui pela primeira vez como
um relato de aventura, com toda a sua urgência narrativa, medo do
desconhecido e personagens reconhecivelmente humanos.


"The Children of Húrin" vai empolgar alguns leitores e deixar outros
desanimados, mas vai surpreender quase todo mundo. Se você está
procurando a acessibilidade, o lado lírico e acima de tudo o otimismo
de "O Senhor dos Anéis", bom, é melhor ir lê-lo de novo. Não há hobbits
nem Tom Bombadil, nada de estalagens aconchegantes na beira da estrada
e muito pouca alegria à beira do fogo de qualquer tipo. Esta é uma
história cujo herói é culpado de traição e assassinato múltiplo, uma
história de estupro e pilhagem e incesto e ganância e gloriosas
batalhas que nunca deveriam ter sido travadas.


Se "O Senhor dos Anéis"
é uma história na qual o bem vence o mal, esta aqui caminha
inexoravelmente para o outro lado.
Embora os leitores casuais de "O Senhor dos Anéis" possam se assustar,
"The Children of Húrin" não exige nerdice nível Silmarillion. Qualquer
fã médio de Tolkien com apetite pelos cantos mais escuros e estranhos
de seu reino vai se deixar prender rapidamente pela saga sangrenta de
Húrin, que desafia o temido Morgoth e é torturado sem piedade, e Túrin,
o guerreiro lendário cujos grandes feitos arrastam tudo e todos que ele
ama para o desastre completo. Ou, pelo menos, vai se deixar prender se
conseguir atravessar as primeiras páginas.


Inicialmente, "The Children of Húrin" tem aquele estilo empolado de
Tolkien em seus momentos mais emperrados. Esta é a terceira sentença do
capítulo 1: "Sua filha Glóredhel desposou Haldir, filho de Halmir,
senhor dos homens de Brethil; e na mesma festa seu filho Galdor, o Alto
desposou Hareth, a filha de Halmir". (Aliás, nenhuma das pessoas nessa
sentença aparece de novo.) Eu ainda precisei consultar os mapas,
índices e apêndices completos e muito úteis de Christopher Tolkien de
vez em quando para recordar a nomenclatura geográfica e genealógica – e
voltei a "O Silmarillion" algumas vezes para entender o contexto
histórico – mas me incomodei cada vez menos com isso conforme as horas
passavam e a luta terrível de Túrin contra o mal interno e externo
ficava cada vez mais horrenda.


As aventuras de Túrin se passam na "Primeira Era" da Terra-média de
Tolkien, uns 6.000 anos antes de Bilbo Bolseiro achar o Um Anel, de
forma que, fora algumas referências a Sauron, o lugar-tenente de
Morgoth, quase não há intersecção entre essa história e "O Senhor dos
Anéis". (Eu disse quase; preste atenção!) Túrin nasce num mundo em
guerra, onde a antiga aliança de Elfos e Homens está perdendo terreno
gradualmente numa longa luta com Morgoth, o qual lançou de sua
fortaleza em Angband o equivalente do mundo antigo das armas de
destruição em massa.


Ele conjurou ou criou ou perverteu uma raça de
demônios letais chamados Balrogs (um dos quais aparece em "A Sociedade
do Anel") e revelou um grande dragão chamado Glaurung, cujas armas
incluem tanto o fogo quanto o diálogo sarcástico. (Ele é provavelmente
o pai ou o avô de Smaug, que Bilbo encontra em "O Hobbit".) Logo depois
que as forças de Húrin e os outros grandes exércitos de Elfos e Homens
são estraçalhadas por Morgoth na Nirnaeth Arnoediad ("a Batalha das
Lágrimas Incontáveis"), o mundo ocidental é engolfado pelo caos. (Ainda
estamos muito no começo do livro, e eu não citei nenhum grande spoiler.


Mas saia agora se não quiser mais detalhes da trama.) Uns poucos reinos
élficos ocultos continuam protegidos, incluindo a fortaleza de
Nargothrond, a cidade secreta de Gondolin e a floresta de Doriath – uma
espécie de precursora de Lothlórien em "O Senhor dos Anéis" -, mas os
reinos dos Homens são tomados pelas forças de Morgoth.
Mandado para longe de sua mãe e de sua irmã ainda não-nascida quando
garoto, Túrin se torna o filho adotivo de Thingol, o rei élfico de
Doriath, e torna-se um guerreiro feroz quando adulto.


Mas elfos
imortais e homens mortais não se misturam com facilidade, e nem
Thingol sabe que Morgoth, que está mantendo aprisionado o desafiador
Húrin, colocou a família inteira do herói sob uma maldição horrenda.
Morgoth, aliás, não é só aquele típico demônio de romance de fantasia -
na origem, ele era o maior dos Ainur, os espíritos divinos que cantaram
com Ilúvatar e criaram o mundo. "A sombra do meu propósito jaz sobre
Arda [a Terra]", diz Morgoth, "e tudo o que está nela se inclina lenta
e certamente à minha vontade."


Ao contrário de Sauron em "O Senhor dos Anéis", o Morgoth de "The
Children of Húrin" aparece como um ser físico malévolo mas sofisticado,
tal como os deuses da mitologia grega e nórdica aparecem para os seres
humanos. De fato, toda essa história apresenta uma visão sombria e
visceral da vida, muito mais próxima do fatalismo dos antigos mitos
europeus do que do bom-senso rural e inglês dos hobbits, que funciona
como base moral de "O Senhor dos Anéis".


Parte disso vem do fato de que "The Children of Húrin" é principalmente
uma história sobre seres humanos, sempre as figuras moralmente mais
ambíguas do universo de Tolkien. Embora seja claramente o herói da
história e um grande guerreiro de sua época, Túrin não pode ser
descrito adequadamente como bom ou mal. Como Édipo ou Siegfried ou o
herói do épico finlandês "Kalevala" (um dos modelos de Tolkien), ele é
definido pela nuvem escura do destino que jaz sobre ele. É amaldiçoado
por um poder grande demais para ser derrotado ou eludido, mas seu
próprio temperamento só torna as coisas piores, como uma mosca que se
sacode numa teia de aranha.


Ele é arrogante, cabeça-dura, de
temperamento explosivo e inclinado à violência, e os que o amam e se
tornam seus amigos são sugados por seu vórtex sombrio.
Túrin torna-se um famoso amigo-dos-elfos e matador dos Orcs de Morgoth;
no fim do livro, realiza um ato de heroísmo lendário, o tipo de coisa
sobre a qual as pessoas ainda estavam cantando baladas na época de
Frodo. Mas, ao longo do caminho, ele também se torna um fora-da-lei que
tolera banditismo e brutalidade entre seus homens, um conselheiro
prestigioso cujas palavras só levam à perdição, um homem que mata um de
seus melhores amigos e depois rouba o amor de seu outro amigo. (É claro
que ela acaba se revelando exatamente a mulher errada para ele,
responsável por selar seu destino.) Não fica muito claro se Morgoth
realmente precisa amaldiçoar esse sujeito; ele faz um serviço muito bom
ao amaldiçoar a si mesmo a cada passo.


Terminei "The Children of Húrin" com um apreço renovado pelo fato de
que a narrativa de Tolkien é muito mais ambígua em tom do que
normalmente se nota. Como já se disse várias vezes, ele era um católico
devoto que tentou, com sucesso imperfeito, harmonizar a violenta
cosmologia pagã por trás de seu universo imaginativo com a crença numa
salvação cristã. A salvação parece muito distante em "The Children of
Húrin". O que fica em primeiro plano é aquela sensação tolkieniana
persistente de que o bem e o mal estão travando uma luta maniqueísta
não-resolvida com fronteiras amorfas, e que o mundo é um lugar de
tristeza e perda, cujos habitantes humanos freqüentemente são os
agentes de sua própria destruição.

quinta-feira, 22 de março de 2012

10 Livros de ficção em volume único mais vendidos de todos os tempos

1 - Um conto de duas cidades, de Charles Dickens - [mais de 200 milhões]
2 - O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien - [150 milhões]
3 - O hobbit, de J. R. R. Tolkien - [Mais de 100 milhões]

4 - O sonho da câmara vermelha, de Cao Xuequin - [Mais de 100 Milhões] [O romance mais importante escrito em língua chinesa de todos os tempos]
5 -O caso dos dez negrinhos, de Agatha Christie - [100 milhões]
6 - O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de C. S. Lewis - [85 milhões]
7 - Ela, de H. Rider Haggard - [83 milhões]
8 - O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry - [80 milhões]
9 - O código da Vinci, de Dan Brown - [80 milhões]
10 - O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger - [65 Milhões]


Bônus track
11- O alquimista, de Paulo Coelho - [65 milhões]



Adorei a lista, claro, Tolkien em 2º e 3º lugares ^^
Mas será que é atual?


Ps: copiado descaradamente de Listas Literárias

Hasta!

terça-feira, 20 de março de 2012

# 4

We only cry for freedom
We only die for freedom
So, here we still call for your name
"Manwe! Manwe!"
Lord of the wind, I wanna know
Have you ever faltered?
Your winds are so free
And I wanna be just like them
To go everywhere, just
to see the skies above!
Manwe, the older King
Are you hearing us?
"Please, FORGIVE US,
set us FREE"
Send us a sign,Oh,
I've been waitingfor so long.




Vanessa Dalla
he, hehe.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Boas postagens, boa gente, bons ventos.

Opa! Por esses dias aí o blog completou 9000 visualizações!!
Queria dizer que estou muito grata e contente pelas visitas e comentários!

Eu seeei que é bem pouco (eu acho...) em um ano e meio de vida, mas o objetivo do blog era esse mesmo...nunca na minha vida quis ser A popular, etc, então não me preocupo ^^

Gosto de por coisas aqui que as pessoas possam apreciar e gostar, e nao apenas postar por postar...e acho que isso vem dando certo, pois tbm é pra minha própria satisfação!
Então, decorei o post com o que mais gosto da Literatura, e uma das coisas que mais posto tbm! TOLKIEN! êêê














Eu bem sei que não tenho mais postado resenhas e tal...mas um dia elas aparecem, tem uma boa lista já pra resenhar...



Gracias, e até logo!
Paz e Luz!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Preocupação ambiental em 1932

Olha que legal. A gente pensa que toda essa questão ambiental é muito moderninha. Mas em 1932, Tolkien comprou seu primeiro carro. Porém, em seguida, desistiu de ser dono de um carro por questão de princípios, por causa do efeito ambiental do grande número de proprietários e da maciça produção dos carros!

- O Dom da Amizade, Colin Duriez.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

“Minhas histórias parecem germinar como um floco de neve em torno de uma partícula de poeira.”

John Ronald Reuel Tolkien, 1916 – 1917.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias de hoje

Hoje, além de ser meu aniversário e dia da árvore, também foi um dia importante pra Tolkien:

Em 21 de setembro de 1937 era lançada a primeira edição do O Hobbit - ou Lá e de volta outra vez.


Fazem, portanto, 74 anos do aniversário do Hobbit!
que lindo!


Existem detalhes posteriores que mudaram coisas em O Hobbit...mas falarei em breve!


Fonte: Google. Creio que não é esta a primeira edição...mas é bonita!

sábado, 27 de agosto de 2011

Downloads Tolkenianos

Relacionado com o post anterior, vou colocar o link para dois downloads: um, uma edição de "Aventuras de Tom Bombadil e outras Histórias" - eu não conheço estes tradutores, e não é pela Martins Fontes (tradicional). Mas não li, então não posso falar que são bons nem ruins. Deixo para que julguem sozinhos.

Outro, é um link para a 1º edição da Martins Fontes de Mestre Gil de Ham (esta história tbm tem no link anterior, mas são tradutores diferentes), que é um livrinho de história infantil mais ao estilo do Hobbit, muito gostoso.

Clique ali em download para ser redirecionado.
=]





E neste site, Galeria Tolkenianos, tem mais vários livros para download!!

Sejam felizes!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tom Bombadilo, Bom Bombadil

Edição Bilíngue
Tradutores: William Lagos e Ronald Eduard Kyrmse
Editora Martins Fontes
2010


A apresentação do livro começa com o prefácio, que discorre da origem dos poemas, a maioria proveniente do Livro Vermelho e escritos ou revisados por Bilbo ou Sam Gamgi. Dá uma breve introdução dos temas dos poemas, escridos sob forte influência dos acontecimentos  transcorridos no final da Terceira Era, e que empregam, muitas vezes, grande conhecimento geográfico e histórico, e que ainda abordam lendas de Gondor e tradições élficas da Segunda Era, ou ainda contos numenorianos dos dias heróicos do final da Primeira Era.
Estes versos de origem hobbitiana “trazem em geral duas características em comum. Apreciam o emprego de palavras incomuns e deartifícios de rima e de métrica em sua simplicidade. […] Também são, pelo menos superficialmente, alegres ou frívolos, embora às vezes possamos suspeitar, com certo incômodo, que pretendam significar mais que nossos ouvidos captam.”
Dos 16 textos, o Número 15 é o mais tardio, já percentence à Quarta Era, que foi inserido pois estava assinalado por uma mão desconhecida como “Frodo Dreme” [O sonho de Frodo], embora muito improvável que o próprio Frodo o tenha escrito, mas de suma importância, pois “o título demonstra que estava associado com os sonhos melancólicos e desesperados que o visitaram repetidamente nos meses de março e outubro durante seus últimos três anos”. Perturbação que, aliás, era comum de acontecer com os hobbits andarilhos; os que voltavam, ao menos, sempre se mostravam inquietos e pouco comunicativos.

Logo após, seguem-se as traduções. A de William Lagos, poeta, manteve-se fiel à métrica irregular do original, mas utilizando versos brancos, ou seja, sem rima, para a tradução acompanhar com o máximo de exatidão o original.
Já Ronald Kyrmse esforça-se na difícil tarefa (ainda mais tratando-se de Tolkien) de trazer a doçura dos versos Tolkenianos para o português, aliando seu profundo conhecimento do mundo e dos personagens à rima e à métrica.
Depois, somos abençoados com o texto original, que requer um bom conhecimento em inglês, às vezes não sendo o suficiente, já que Tolkien “inventava” palavras ou fazia outras derivações; mas ainda assim não deixa de ser delicioso e mágico, ainda mais para uma fanática (eu!), poder conhecer e imergir um pouquinho mais na história profunda e complexa com a qual nos vemos tão envolvidos.

Vou trazer pra cá um trecho de cada versão, lógico. Este poema, de 1933, introduz, além de Tom, a misteriosa Fruta d'Ouro, Salgueiro Homem e as Criaturas Tumulares.

     1.    As Aventuras de Tom Bombadill
 (Willian Lagos)

O velho Tom Bombadil era um sujeito alegre:
Sua casaca azul brilhante e suas botas amarelas,
Ele usava um cinto verde, seus calções eram de couro,
E trazia em sua cartola uma pluma de asa de cisne.
Morava ao pé da Colina, de onde o rio Voltavime
Corria de uma fonte na relva até um vale estreito.


           1. As Aventuras de Tom Bombadill
             (Ronald Kyrmse)
Bom Tom Bombadil era alegre, já se nota;
Azul claro o paletó, amarela a bota,
Verde é o cinto e de couro a calça;
No alto chapéu pena de cisne se alça.
Mora ao pé do Morro, onde o Voltavime
Do poço corre ao Covão, pra que o vale anime. 

 1. The adventures of Tom Bombadil
           (Tolkien)
Old Tom Bombadil was a merry fellow;
Bright blue his jacket was and his boots were yellow,
Green were his girdle and his breeches all of leather;
He wore in his tall hat a swan-wing feather.
He lived up under Hill, where the Withywindle
Ran from a grassy well down into the dingle.
   
Bem, estas são só as primeiras linhas. O restante, vocês descobrem!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não tem como não comprar!

Bom, quando eu digo pra me proibirem de entrar em livrarias, falo sério. Hoje em Porto Alegre tava passeando inocentemente e passei pela Saraiva, na Andradas, e logo passou o pensamento "ahh, que que custa dar uma olhada, ver o que tem de novo?" Custa muito, pra depressão que tu tem de não poder comprar tudo! haha Na minha atual condição eu não poderia comprar nem um marcador de páginas, mas tava passeando lá dentro vendo os livros de Química (um mais lindo e mais caro que o outro! *_*), me virei e me deparei com "Os Filhos de Hurin", do prof. Tolkien (sinceramente, já entrei na loja pensando em olhar esse livro..). Mas ok, R$ 69,90, não dava hoje, eu já sabia...mas ali do ladinho, bem do ladinho, me apareceu "As Aventuras de Tom Bombadill" *____*.

O atendente deve ter reparado minha cara de encanto, pq foi conversar comigo. Ele disse que o livro é realmente muito bom, obra prima. E tava BARATO!!!!! R$ 15,90!! Pensei um pouco, mas só pra gastar neurônio, era ÓBVIO que eu ia comprar. Esta edição possui duas traduções, e ainda o texto original em inglês, dá pra ler um pouco na contracapa. E é deste ano, mesmo. E ainda troquei uma ideia com o rapaz da Saraiva de nome estranho e bonito (Édipo, se bem lembro...), que me convidou pra ir mais lá pra ele me dar muitas dicas de leituras sobre mitologia Nórdica! Bah, valeu a pena!!


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Porque surge uma paixão

Tolkien consegue levar-te por experiências vívidas, diria que é uma literatura do e pro coração. Talvez muitos elogios sejam resultado da admiração exacerbada que eu tenho por este homem desde a pré-adolescência, que me vitimou, inclusive, com uma tatuagem bem tolkeniana. Pormenores e particularidades à parte, exponho aqui parcela dos motivos de admiração.
A Obra (estou me limitando aqui ao Senhor dos Anéis, embora toda sua literatura tenha tais características - desde Roverandom ao Silmarillion) é escrita com tamanha riqueza de detalhes (sempre o primeiro ponto notado por todos - e que irrita alguns) e definições, descrições tão graciosamente elaboradas, que fazem surgir um efeito surreal: é tudo MUITO real. O leitor é intimado a assistir de camarote cada cena e vivenciar os sentimentos, fazer mergulhos profundos a cada página. Na passagem por Valfenda, a paz e o calor interior proporcionados pelo refúgio élfico invadem o corpo, como se toda a energia do lugar se transbordasse e enchesse não só o quarto, mas a alma. Foi uma experiênca vívida que eu tive - e a vontade de passar uns dias por lá é grande.
Dá pra encher páginas e páginas sobre todo esse tumulto existencial que se pode ter lendo Tolkien. Mas em referência ao estilo literário, pode-se caracterizar toda a criação em uma palavra: Fantástica; embora eu prefira realismo fantástico. Porque além de toda a fantasia, J. R. R. Tolkien foi além e criou um mundo - com suas próprias terras, povos, línguas, Deuses e uma história gigante e complexa - que mesmo depois de quase 60 anos de sua primeira publicação, continua a nos proporcionar deleites literários a cada releitura.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Novo livro de Tolkien no Brasil!

Foi anunciado no site da Mrtins Fontes que entre os próximos lançamentos está A lenda de Sigurd e Gudrún. Uma boa notícia para nós leitores brasilieros. O texto do site é o seguinte:

“Muitos anos atrás, J.R.R. Tolkien compôs sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade setentrional, em dois poemas estreitamente relacionados, aos quais deu os títulos de A Nova Balada dos Völsungs e A Nova Balada de Gudrún.

Na Balada dos Völsungs é contada a linhagem do grande herói Sigurd, matador de Fáfnir, o mais celebrado dos dragões, cujo tesouro ele tomou para si; de como despertou a valquíria Brynhild, que dormia cercada por uma parede de fogo, e de como foram prometidos um para o outro; e de sua chegada à corte dos grandes príncipes chamados Niflungs (ou nibelungos), com quem contraiu fraternidade de sangue. Nessa corte nasceu grande amor, mas também grande ódio, provocado pelo poder da feiticeira, mãe dos Niflungs, habilidosa nas artes da magia, da mudança de forma e das poções de esquecimento.

Em cenas de dramática intensidade, de identidades confundidas, paixão frustrada, ciúme e amarga contenda, a tragédia de Sigurd e Brynhild, do Niflung Gunnar e de sua irmã Gudrún, escala até o desfecho com o assassinato de Sigurd pelas mãos de seus irmãos de sangue, o suicídio de Brynhild e o desespero de Gudrún. Na Balada de Gudrún, contam-se seu destino após a morte de Sigurd, seu casamento a contragosto com o poderoso Atli, soberano dos hunos (o Átila histórico), como este assassinou seus irmãos, senhores dos Niflungs, e como ela se vingou de modo horrendo.

Numa versão derivada primariamente dos detalhados estudos da antiga poesia norueguesa e islandesa conhecida por Edda Poética (e, nos casos onde não existe poesia antiga, da obra posterior em prosa, a Völsunga Saga), J.R.R. Tolkien empregou uma forma poética de estrofes curtas cujos versos corporificam em inglês os exigentes ritmos aliterantes e a energia concentrada dos poemas da Edda.”

O site não informa data de lançamento ou qualquer informação sobre a publicação, mas está listada nos próximos lançamentos. Agora é esperar.

FONTE: Valinor

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As inspirações

Achei uns desenhos baseados nas obras do Tolkien, todos de autoria de Paulo Scheunemann. Olhem que lindos:


Fingon



Ulmo aparece a Tuor



Morgoth o inimigo



Carcarath blocks the way



Tom Bombadill



Beren e Luthien


Achei-os muito bons mesmo ^^ Tem mais no orkut do rapaz!!

Acho muito legal essa motivação que os fãs tem em expressar a obra de outras formas...tem mais gente fazendo outros filmes, maquetes, etc...desde que se tenha uma boa base e seja fiel ao texto, é válido!

Até mais!

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre o merecimento da morte, segundo Gandalf.

Bom, pra quem sabe, eu sou adicta de Tolkien, e agora estou relendo o Senhor dos Anéis, ainda no vol. 1, e uma das passagens mais bonitas e sábias, pode-se dizer da obra, na minha opinião, é a seguinte, quando Gandalf está explicando para Frodo sobre "coisas do mal":

-Mas isso é terrível - gritou Frodo. [...] É uma pena que Bilbo não tenha apunhalado aquela criatura vil, quando teve a chance!
- Pena? Foi justamente pena que ele teve. Pena e Misericórdia: não atacar sem necessidade. E foi bem recompensado, Frodo. Tenha certeza de que ele foi tão pouco molestado pelo mal, e no fim escapou, porque começou a possuir o Anel desse modo. Com Pena.
- Sinto muito - disse Frodo. - Mas estou com medo; e não sinto nenhuma pena de Gollum. [...] Merece a morte.
- Merece! Ouso dizer que sim. Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...