Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Não posso olhar, e ficar imune, não reagir, não querer gritar.
São olhos de libélulas, de oceano, mar fundo. Escondem todos os segredos do mundo. Não posso, jamais, encarar olhos mais belos. São aqueles, os que levam para o infinito. Que trazem a angústia e a dor, para logo depois mostrar o alívio.
Não tem como não ser marcante. Cada pedaço naquele rosto é feito de perfeição. As bochechas levam a expressão junto, sempre profunda, pensante, além. E os lábios, às vezes mostram um sorriso, mas mantêm a serenidade. Bem que eu gostaria de esquecer, deixar pra lá. Mas pensar em esquecer, não é a mesma coisa que lembrar?
Lembro das mãos, eram firmes e seguras. As sensações não somem assim, não desaparecem. Tão simples. Tão inseguro. Tão...nós. Mas antes eu tinha uma certeza, um pressentimento. Parece que se esvaiu.
Mas os olhos são os mesmos. Antes, cheios de significados. Agora, resta um vazio que não sei interpretar, lembro da última vez que os vi. Foi num momento inesperado, não era para acontecer. De longe, e disfarçando, nos encaramos. Os olhos se encararam, alguns segundos que parecem horas na minha lembrança. Pelo resto da noite, não soube suportar a dor da visão, da distância. O que eu faria se isso acontecesse de novo?
Teria o mundo nos meus braços. Teria um sentimento real, profundo, antigo. Saberia ler aqueles olhos e suportar aqueles lábios. Escorregaria numa fantasia nunca imaginada. As mãos, tocariam nas minhas? As leis, seriam reais?
Bastariam os teus olhos, de novo, perto dos meus...e eu entenderia a dor, o silêncio, o amor.

Violetta Rhea

segunda-feira, 26 de março de 2012

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seres

O amor eterno só é possível para com aqueles que deixaram marcas mais profundas
que um ferro em brasas pode deixar em nós. À quem nos foi fiel e amou de igual para igual, 
não soube fazer distinção entre pés ou mãos, pois o que sempre foi fundamental
era uma beleza que emanava dos corpos de forma natural, 
como a água que pode refletir em cristais a luz do Sol ardente.


Vanessa Dalla
2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Música, poesia e alma

Podem falar, mas acho linda essa música, muita essência. (Forfun)




Corre pra varanda e vem cá ver
Faça sol ou chuva
Um lindo dia vai nascer
No céu um degradê
Meus olhos imóveis fitam o mar
Vim pedir a força e as bençãos de Iemanjá
Amor pra me guiar
Vi os meus olhos refletidos pelos seus
E as imagens de um futuro que já aconteceu
Qualquer canto pode ser a nossa casa
O nada, o tudo, o todo, o tudo e o nada
Corre pra varanda e vem cá ver
Faça sol ou chuva
Um lindo dia vai nascer
No céu em degradê
Flores nascerão nesse jardim
Nuvens no horizonte dessa imensidão sem fim
O que trarão a mim?
À sombra da amendoeira me abriguei
Deitei nos braços de Morfeu
E quando eu acordei
Vagalumes visitavam a nossa casa
O nada, o tudo, o todo, o tudo e o nada
Corre pra varanda e vem cá ver
Faça sol ou chuva
Um lindo dia vai nascer
No céu um degradê

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...