quinta-feira, 7 de março de 2013

Sun, sun, sun

Válido ;)
Sun, sun, sun - The elected


E aí, quem pode te julgar? Se tu pensou sobre a pergunta, sorry, filho. A resposta deveria ser ninguém, bem rapidinho. E não porque tu é o deus do mundo, senhor eterno das verdades do Universo, não. Mas porque, quando somos adultos, a gente sabe agir com coerência, né? Claro que às vezes a gente se perde, dá um deslize aqui, outro ali...mas assumimos as consequências. Por isso, e só por isso, ninguém pode chegar na tua cara e dizer que tu não tem caráter, que tu é escroto. Porque...ai, é tão simples e tão complicado de falar. WHAT THE HELL a pessoa acha que sabe de ti?  Só tu sabe pelo que tu passou, conhece tuas experiências, só tu sabe quantas vezes te fud** na vida e porque fez as escolhas que fez. Tudo tem um motivo, e não vejo a mínima razão para alguém dizer que o motivo de outra pessoa estava errado.

Gente, pelo amor de Odin, vamos ser menos egocêntricos. Talvez as pessoas estejam tentando ser menos egocêntricas cuidando da vida dos outros. Mas tipo, NÃO É ASSIM, ok? O que importa, afinal, a opinião do caramba de uma pessoa, ou tuas convicções?

terça-feira, 5 de março de 2013

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sinto nele mais do que paixão. Um carinho sem fim, uma esperança forte e de luz; uma sinceridade capaz de me arrastar sem eu perceber.
Os toques perfeitos, a energia envolvente de cada abraço, a luz dos olhos e da alma...
Ahh, acima de tudo, a alma...tantas descobertas a serem feitas, tanto sentimento e prazer e alegria a serem sentidos. Não, não se diz não ao incontestável...o amor é a maior razão que podemos ter. Se vive e sente, pronto. Se dança, canta, sorri e sorri com os olhos. Enquanto por essas janelas escorrem a luz dos novos dias e um brilho revive, o fogo volta forte e queima, como a quem esse é o mair dos prazeres, e deleita-se então.




As perguntas existem, mas penso no amor e companheirismo raros, penso no que tende a se tornar tão claro e limpo e lindo. E a única conclusão é para deixar acontecer, assim como está indo. Sem pressa, teremos um castelo, um reino, uma vida em duas. Tudo flui em seu curso natural.



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

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e eis que cato assim, no meio do meu computador e de folhas espalhadas, algumas notas e besteiras.
coisa que nao gosto é de expor assim meus sentimentos, algumas coisas, alguns pensamentos. Para eles estarem aqui, é pq são passado. Pq aprendi que o passado não mais me comove: não mais me perturba ou tira meu sono. É só a lembrança de que vivo até hoje. Por isso, as coisas não perdem o seu valor; mas seus significados mudam, comigo e com o tempo. Então elas já são livres para voarem por onde quiserem, conquistaram seu próprio espaço.

# 8


Se vc ja foi além da verdade
então é só mais uma mentira

Vanessa Dalla

Vazio completo.


Vazio. Hoje já não sabe mais seu significado, pois o vazio que era seu já está cheio, de suas lembranças, amarguras, rancor, e este lhe consome, lhe puxa para dentro como um grande centro gravitacional, e quer cada parte que lhe convém. A cada vez que vai mais fundo, provoca mais feridas, encontra mais podridão, e se preenche dessas partículas do mal. Aliás, se há alguma influência de uma espécie de demônio nesse ser desafortunado, eu não deixaria de acreditar. Não há mais visão de liberdade, tampouco objeção á prisão. Ele só desejaria ver o dia como foi um dia, um dia de luz sem trovões ou raios em sua mente. Sua cabeça lhe dói que a deseja perfurar para aliviar este sofrimento e pressão, nada poderia lhe incomodar mais. Assim, fica escondido em seus recantos, não mais expõe os sensíveis olhos à claridade obscurecida. Se demônios pairam em seu cômodo escuro e úmido, mais ainda eles estão lá fora, não permitindo que volte a admirar o que um dia foi o motivo de sua vida. Pois a única beleza louvável no mundo era a natureza, e o que lhe fazia correr o sangue eram as intempéries do coração. Ambas destruídas, não entendia mais porque estava a deixar seu coração negro ainda pulsando. Sabia que não podia mais haver luz, ou paz. Nunca mais dormiria ou teria sonhos sobre uma relva aquecida, e decidiu dedicar-se a esta escuridão, entregando as últimas fagulhas de sua alma ao vazio que lhe procurava incessantemente. Não reagiu à dor nem ao desespero, nem quando o prenderam em roupas apertadas ou o ataram na cama. Nem sabia porque faziam isso com ele, apenas diziam que precisava disto. Nunca acreditou, e seus acessos de fúria, derramando berros ininteligíveis e agoniosos, tornaram-se freqüentes. Se via a luz por uma brecha, não pensava na sua liberdade, mas tinha ódio e queria acabar com ela. Foi assim que chamou para junto de si estes seres do submundo, raivosos e sedentos, que ele havia achado que era apenas um vazio em seu corpo, não sabendo que seu corpo estava cada vez mais cheio de um negrume cheirando a enxofre, sempre mais cheio desta melancolia e de pensamentos que outra hora lhe foram tão refutáveis. Finalmente, nada mais viu, era tudo escuro, todo o ambiente dominado pela presença maléfica de forças que ele não poderia controlar, e o ar foi escapando-lhe dos pulmões, a mente perdeu o resto de razão e o coração por fim aliviou-lhe os anseios da morte. Sentiu que agora sim, era vazio.

E estas linhas mal escritas me vieram à mente, lembrando que um dia, ele já foi eu.

# 7


Sabe quando tanto faz?
Tanto faz se tem chuva ou sol, se está calor ou tem vento
Tanto faz se estás sozinha ou acompanhada
Tanto faz se tem fome ou não, se tem salgado ou doce.
Tanto faz a música, tanto faz a roupa, não precisa combinar.
Tanto faz se é dia ou noite, os sentimentos ruins são os mesmos
Tanto faz a Lua, tanto faz a maré, tanto faz se a areia é fina ou grossa.
Tanto faz a sua presença para alguém, tanto faz
Nada têm mais importância, quando chega o tanto faz
Se vive ou morre.

Vanessa Dalla
26.04.2012

#6


Eu pareço tão ocupada. Mas não estou.
Estou só admirando a beleza do tempo.



Vanessa dalla
08.04.12

sábado, 11 de agosto de 2012

Sábado poético

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa - Em linha reta

Eterna insatisfação humana


Como tudo que era bom, um dia desvanece. Como a música predileta e perfeita, depois de escutada 50 vezes, encontram-se os defeitos. A pequena desafinação ali, o tom que não deu certo lá.

Até parece chantagem e mania de perfeccionismo. Mas quem não é perfeccionista quando se trata do alheio? A gnt é sempre perfeito e deve continuar sendo aos olhos do outro. Ai de quem julga, ai de quem destrata. E daí lá vamos nós, no menor tropeço alheio, fazer de conta que tropeçamos numa montanha inteira. Exagero, superficialismo, exigências demais, cegueira, seja o que for. O fato é:


A eterna insatisfação humana.



Salomé... - Caravaggio

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Não posso olhar, e ficar imune, não reagir, não querer gritar.
São olhos de libélulas, de oceano, mar fundo. Escondem todos os segredos do mundo. Não posso, jamais, encarar olhos mais belos. São aqueles, os que levam para o infinito. Que trazem a angústia e a dor, para logo depois mostrar o alívio.
Não tem como não ser marcante. Cada pedaço naquele rosto é feito de perfeição. As bochechas levam a expressão junto, sempre profunda, pensante, além. E os lábios, às vezes mostram um sorriso, mas mantêm a serenidade. Bem que eu gostaria de esquecer, deixar pra lá. Mas pensar em esquecer, não é a mesma coisa que lembrar?
Lembro das mãos, eram firmes e seguras. As sensações não somem assim, não desaparecem. Tão simples. Tão inseguro. Tão...nós. Mas antes eu tinha uma certeza, um pressentimento. Parece que se esvaiu.
Mas os olhos são os mesmos. Antes, cheios de significados. Agora, resta um vazio que não sei interpretar, lembro da última vez que os vi. Foi num momento inesperado, não era para acontecer. De longe, e disfarçando, nos encaramos. Os olhos se encararam, alguns segundos que parecem horas na minha lembrança. Pelo resto da noite, não soube suportar a dor da visão, da distância. O que eu faria se isso acontecesse de novo?
Teria o mundo nos meus braços. Teria um sentimento real, profundo, antigo. Saberia ler aqueles olhos e suportar aqueles lábios. Escorregaria numa fantasia nunca imaginada. As mãos, tocariam nas minhas? As leis, seriam reais?
Bastariam os teus olhos, de novo, perto dos meus...e eu entenderia a dor, o silêncio, o amor.

Violetta Rhea

.como o céu

Das profundezas do baú,
das profundezas dos sentimentos,


da borda d'alma.

Vanessa Dalla

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Resenha - Nas Montanhas da Loucura


O cenário é o gelado Continente Antártico, fascinante e indescritível, que dominava muitos dos anseios de Lovecraft. Foi na desolação branca que o autor incorporou muitas de suas criaturas bizarras, dando origem à uma história completa, surpreendente e desesperadora.

Criaturas Ancestrais
As coisas ancestrais, os medonhos shoggoths, galerias subterrâneas de terror de éons passados, e abismos e platôs infernais dão corpo a primeira e única novela com mais de 100 páginas de H. P. Lovecraft, Nas Montanhas da Loucura.
Por ser mais extensa, Lovecraft abusa do seu metódico estilo de escrita, com incontáveis descrições e detalhes de todo o ambiente. É a obra de maior aproximação do gênero de ficção científica, mas sem deixar de lado o sobrenatural e as invocações extraordinárias.


A história é narrada em primeira pessoa, pelo ensandecido geólogo William Dyer, que descobre que uma nova expedição está se preparando para ir à Antártica; mediante o fato, resolve expor todos os terrores que lá passou, a fim de impedir essa nova busca, e manter a paz no mundo.

O ambiente é a Antártica, e Dyer relata os acontecimentos de sua expedição científica ao continente. Logo são feitas descobertas intrigantes e novas buscas revelam a possível existência de coisas alienígenas.
 Em busca de respostas ao achado e a um massacre ocorrido no acampamento, Dyer e seu colega Danforth exploram a área de avião – e decidem por fazer uma busca do outro lado das montanhas abissais, que forneciam a base para o acampamento. E é nessa exploração que as maiores descobertas são feitas.

Com muitos detalhes, acompanhamos a descoberta de uma cidade ancestral, de proporções magníficas, construções geométricas e incontáveis túneis e galerias subterrâneas. Por um bom tempo, Lovecraft se detém na descrição da horrenda cidade e as deduções dos exploradores – sobre os antigos moradores do local – que datavam de 500 mil anos atrás, no mínimo. São feitas algumas citações das ilustrações de Nikolai Rerikh e também sobre Poe. Por um certo período, a narrativa fica maçante, e com amplo uso de termos técnicos.
Pintura de Nikolai Rerikh

É depois da página 100 que a história toma um novo fôlego e se torna realmente curiosa e quase agonizante. O narrador e Danforth entram em confins da cidade, e encontram rastros de vida. De fato, encontram colônias de seres jamais vistos antes, porém, inofensivos. Mas encontram outras coisas mais indescritíveis e ameaçadoras também. Descobrem outras formas de vida – certamente, alguma Criatura Ancestral – na beira do Abismo do mundo e mais, se deparam com terrores vindos das profundezas dos cosmos, criações imundas que apenas uma mente doentia é capaz de lembrar ou imaginar. E no final, o horrendo grito inumano fica ecoando na nossa cabeça: “Tekeli-li! Tekeli-li!”.

É uma história fundamental que apresenta seus laços com as outras obras de Lovecraft, elucidando maiores detalhes sobre os Antigos e a criação dos Shoggoths, bem como uma teoria sobre a criação na vida da Terra, e em certo momento, questionamentos existencialistas.

E como toda boa obra da Editora Hedra, o livro ainda consta com um Apêndice, que apresenta uma carta do autor e a tradução de um soneto de Fungos de Yoggoth.



Nas Montanhas da Loucura
H. P. Lovecraft
Ed. hedra
130 páginas

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho, Dia do Escritor


Parabéns então a todos que se aventuram pelas letras mundo afora. 
Tem os que escrevem profissionalmente, os que escrevem para serem profissionais; tem os que escrevem por obrigação, ou por mera distração; ou que escrevem assim, almejando algum segredo íntimo, ou que escrevem para chocar o mundo.
Seja como for, escrever é bom e faz crescer. Faz viajar, criar, imaginar...
escrever é amar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Só não tem quem não quer.

Mais uma indicação para bons downloads. Tem bastante coisa mesmo, em grande parte textos e artigos libertários.
Para instigar, facilito dizendo que podemos baixar ali Aldous Huxley, Emma Goldman, Emile Durkheim, Guevara, Malatesta, Nietszche, George Orwell, Thoreau, Tolstói, Lenin, Bakunin, Oscar Wilde, Prouhdon, Kropotkin, entre outros menos conhecidos, nacionais e vivos, e mts artigos.
Sério, não deixa passar essa. hehehe

No país em que um mini livro custa 20 pilas e tais obras ainda são meio raras de se achar, tal acervo se faz necessário e útil.

Boas leituras.

Biblioteca Pública Independente

Penso, logo, concluo.

A Pele da Alma


Do mesmo modo que os ossos, os músculos, as vísceras e os vasos sanguíneos estão envoltos por uma pele que torna suportável o aspecto do homem, assim também as emoções e paixões da alma estão envoltas pela vaidade: ela é a pele da alma.


O Sono da Virtude


Se a virtude dormiu, levantar-se-á com mais frescor.


Delicadeza da Vergonha


Os homens têm vergonha, não por terem algum pensamento vil, mas sim quando imaginam que se atribui a eles esses pensamentos vis.


A Maldade é Rara


A maioria dos homens está muito ocupada consigo mesma para ser má.






Transcrição de "Humano, demasiado humano", Nietzsche, 1878.

O Cristianismo como Antiguidade

Quando, numa manhã de domingo, ouvimos tocar os velhos sinos, nos perguntamos: como é possível? Isso diz respeito a um judeu, crucificado há dois mil anos, que se dizia filho de Deus! Falta a prova para semelhante afirmação. Certamente a religião cristã é, em nossa época, uma antiguidade, um vestígio de um distante passado, e o fato de que se possa acreditar nessa afirmação - enquanto, de outro modo, nos tornamos tão rigorosos na averiguação das afirmações - talvez seja a peça mais antiga dessa herança. Um Deus que gera filhos com uma mulher mortal; um sábio que recomenda não trabalhar mais, não julgar mais, mas estar atento aos sinais do iminente fim do mundo; uma justiça que aceita o inocente como vítima substituta; alguém que ordena a seus discípulos beber seu sangue; orações para pedir milagres; pecados praticados contra um Deus e expiados por um Deus; medo de um além, do qual a morte é a porta; a figura da cruz como símbolo, numa época em que já não se conhece o destino nem a ignomínia da cruz - que vento horripilante nos vem de tudo isso, como que saído do túmulo de um passado antiquíssimo!
Quem haveria de crer que ainda se acredita em semelhante coisa?

Transcrito de "Humano, demasiado humano" de Nietzsche, 1878, inclusive o título.
Capítulo 113.

Obra de Caravaggio

Enfim...

Eu disse que ela viria ;) Agora faltam-me livros. E claro, Tolkien ganhou uma prateleira exxclusiva. Acima, meus troféus do hipismo o/

Decidi organizar por tamanho e espessura, mesmo, mas os mesmos autores ficam juntos.

Estante da Vanessa

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