terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Revolução dos Bichos em animação

     Achei incrível essa animação (dos primórdios) do clássico de George Orwell, A Revolução dos Bichos. Gosto da obra por todo seu caráter, não a vejo como uma simples fábula, mas com um intenso contexto histórico e polítco (encontram-se materiais acerca fácil), e para mim, como vegetariana, vejo este ponto na obra também, o da libertação animal, embora este decaia, mais adiante, dando espaço às vulgaridades e falsidades do animal humano.









Bom proveito!

Da Utopia do tudo

A Utopia é como o horizonte numa caminhada de fim de tarde; sabemos que não podemos alcançá-lo, mas ele está lá, e é ele que nos faz avançar a cada dia.



Então não me digas que utopias não valem de nada.

Filme Vincent, de Tim Burton

Adoro Tim Burton, ele é genial. Este é o seu primeiro curta-metragem, em stop-motion, de 1982, com o personagem principal baseado no ator de terror Vincent Price, com insinuações de outra influência marcante para o cineasta, Edgar Allan Poe. O texto é muito poético e envolvente, ainda mais com a voz marcante do próprio Vincent Price, que narra esta história.

Deixo vocês então com Vincent:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Bruxa e a arte do Sonhar

Florinda, que vive no mundo de dom Juan Matus (o mesmo mestre de Carlos Castaneda), é enviada para a Venezuela, local de sua origem, numa missão de buscas por respostas e perguntas. Lá chegando, em eventos do acaso, Florinda acaba por encontrar dona Mercedes Peralta, conhecida curandeira e feiticeira de uma remota região do país. Mas não é por acado que Florinda torna-se sua aprendiz, impressionado-se ao perceber o despertar de seu caminho como espiritualista e médium, através do contato com os pacientes da curandeira, que lhe contam suas histórias fantásticas, fontes de mistérios, e do grande conhecimento do mundo espiritual que Mercedes possui. Através dos dias e meses, as histórias vão se entrelaçando e criando uma teia, e Mercedes percebe que não é ela quem vai fazer um ato por Florinda, mas sim a própria Florinda foi enviada até ela para lançar sua “sombra de feiticeira” sobre Mercedes e fazer sua “roda da oportunidade” mover-se.
Em “A Bruxa e a Arte do Sonhar”, somos levados para o íntimo das histórias dessas feiticeiras, admirando-nos com a beleza da cura espiritual e do poder, e de uma história de autodescoberta fascinante e inspiradora para qualquer pessoa com sensibilidade para acercar-se dos profundos conhecimentos proporcionados por essa agradável leitura.



Trechinho:

“ - Algumas crianças têm a força para desejar alguma coisa com muita paixão por um longo período de tempo. Candelária era uma criança assim. Ela nasceu desse jeito. Ela desejou que seu pai ficasse e desejou isto sem um pingo de dúvida. Dedicação, determinação, é isto que uma feiticeira chama de sombra.”


Autora: Florinda Donner-Grau
Editora: Nova Era
Páginas: 288

El viaje definitivo

“...e eu partirei. Mas os pássaros ficarão, cantando:
e meu jardim ficará, com sua árvore verdejante,
com seu poço d'água.
Em muitas tardes os céus serão azuis e plácidos,
e os sinos das torres repicarão,
como repicam esta tarde.
Aqueles que me amaram passarão,
e a cidade explodirá de novo cada ano.
Mas meu espírito sempre vagará nostálgico
no mesmo recanto escondido de meu jardim florido.”

Juan Ramón Jimenez
“El viaje definitivo” (“A viagem definitiva”)
retirado de Viagem à Ixtlán, de Carlos Castañeda

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Sombra de Innsmouth

A Sombra de Innsmouth apresenta ao leitor os horrores de um universo onde aberrações monstruosas abalam as fundações da sanidade e ameaçam o futuro da espécie humana.


Terrivelmente instigante e fascinante. A Sombra de Innsmouth, com sua notória narrativa sufocante,  leva o leitor às sombras de submundos. Robert Olmstead, o narrador desta perfeita mistura de terror e fantasia, é o sujeito curioso que resolve investigar um assunto proibido, falado aos sussurros pelas pessoas: o estranho vilarejo de Insmouth. Sobre ele surgem os mais variados boatos, aterrorizantes e  mirabolantes, sobre as almas moribundas que por lá vivem, como eles tratam os estrangeiros com arrogância e o estado decrépito da cidadezinha portuária. O mais curioso que se falava era a aparência das pessoas de lá, que pareciam sapos sobre duas pernas. Mas tudo isso não passava de boatos, até Robert lá chegar e perceber o estado de desolação do malcheiroso lugar. Não via pessoas, apenas sombras que se esgueiravam entre os muros na presença de um estranho. Olhos brilhantes e ruídos esquisitos se escondiam no escuro. Mas ao cruzar o caminho de Zaddok Allen, velho bêbado e meio alucinado, Robert desencava e desenreda informações de uma história centenária que mais parece saída de algum conto sobrenatural. Mas teriam elas fundamento, ou eram invenção da mente alucinada do velho? Ao ser perseguido pela misteriosa população, Robert presencia cenas de puro horror, e a história do pacto de ganância com demônios marinhos e da lenta transformação daquelas pessoas em peixes abomináveis finalmente aparece aos seus olhos incrédulos. Mas no que ele mesmo se transformaria, isso ele jamais poderia ter previsto.

E é assim, neste livro curto e intenso de 119 páginas, que presenciamos mais uma obra do século XX da pura literatura do horror clássico que apenas uma mente é capaz: Howard Phillips Lovecraft.
Outro aspecto de relevância é a qualidade da tradução e impressão. A tradução ficou por conta de Guilherme da Silva Braga, que dou destaque pois é excelente, além da qualidade de impressão e gráfica da Editora Hedra, que muito recomendo!



Trecho:
Será possível que nosso planeta tenha de fato engredado tais criaturas? Que olhos humanos possam mesmo ter visto, na substância da carne, o que até então o homem só havia conhecido em devaneios febris e lendas fantasiosas? E no entanto eu os vi em fileiras intermináveis – debatendo-se, saltando, coaxando, balindo – uma bestilialidade crescente sob o brilho espectral do luar, na sarabanda grotesca emaligna de um pesadelo aterrador.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

'Jesus, apaga a luz' ou começa a Farra do Peixe em Porto Alegre‏

Por Márcio de Almeida Bueno, Jornalista

Fotos: Márcio Almeida de Bueno

Então alguém aperta um botão escrito ‘Páscoa’, e as pessoas todas – a maioria – passam a se agitar em um ritmo diferente, que inclui filas nas lojas, crianças com orelhas de coelho e comida específica. Juro que gostaria de saber o nome desse alguém, mas enfim. E dentro dessa cantilena hipnótica que parece vir do frenesi ‘com estrelinha’  lá de fora, alguém botou o aviso de que tem que comer peixe. Aliás, tem que COMPRAR peixe, antes de tudo – mais uma rotina a ser cumprida por uma massa humana que não se pergunta, não se questiona, apenas rebola no ritmo que o bambolê das tradições dita a seus quadris.





No Centro de Porto Alegre, em algo chamado de, vejam só, Semana Santa, a Prefeitura instala um pavilhão com dezenas de bancas que vendem peixe ‘fresco’, resfriado ou congelado, algumas que vendem peixe frito ou assado em churrasqueira, além de uma que, atração principal, vende o sagrado ainda vivo. Todas as etapas da serventia.
É uma experiência e tanto ficar alguns minutos ao redor dos tanques, vendo carpas de quase dez quilos debaterem-se em uma água suja. Às vezes aparenta ser um único animal, com inúmeros tentáculos saindo para fora da água, com uma plateia cativa que reage, conforme a emoção, com risadas, espanto, indignação ou mesmo com o olhar vitrificado de quem apenas coleciona paisagens durante a vida, e não se abala. Outros batem fotos com o celular, o que dá no mesmo.

Alguns se assustam ao verem aquele pré-bolo fecal de carpas enroscando-se e até pulando para fora – o que faz juntar mais gente ao redor do cercado. Ok, vai comer alguma carne logo ali adiante – há o histórico peixe na taquara, que todos os políticos locais estilo papagaio-de-pirata vão se prestar a saborear, na abertura da ‘feira’. Mas é interessante reparar que o processo de morte daquele que nasceu para ser ingrediente culinário AINDA é algo que choca e causa perplexidade a certos, no esquema ‘… mas nunca pensei nisso’. Para quem acha que todo mundo já sabe de tudo, e os ativistas não têm por que se manifestarem.
E o circo completo, de calçadão melequento e mais fedido que o habitual, caminhões refrigerados com funcionários mal-encarados pacas, cheiro de fritura, churrasco de não-carne – o peixe – e tudo mais, existe pela tradição de uma facção religiosa. Não que todos os consumidores ali se acotovelando, em busca da melhor oferta, sejam cristãos com letra maiúscula – é bem visível que a coisa funciona apenas pelo lado ‘Macaco Simão mandou… pular em uma perna só!’, tal qual aquela brincadeira da infãncia.
A mistura de padre abençoando aquele lugar, arena de peixes já zumbis despertando um apetite torto nos pais-de-família e donas-de-casa que ali passam, Semana Santa, jejum, ovo, ‘ei, diz que eu mandei Feliz Páscoa pro Osvaldo’, crianças com orelhas de coelho, água fétida no chão, bombons a R$ 1,99 e filés sem cabeça sendo negociados no grito, mais uma vez tem o carimbo da tradição.
Uma tradição de abuso físico e psicológico, roubo de liberdade, morte e deboche dos animais não-humanos. Alguém aí me faça o link com um suposto respeito ao Jesus que morreria em breve, porque eu jamais engoli – ops – tudo isso.

Por Vanessa Dalla:

Sempre fui da opinião que esse tipo de data é um pretexto - desconhecido, ou ignorado cegamente - do capitalismo para: VENDER, VENDER, CONSUMIR, CONSUMIR, DESPERDIÇAR, ESTRAGAR, APODRECER, LUCRAR. Tá tão na cara, tão debaixo dos olhos, que ninguém vê. E o que vêem menos ainda é esse outro tipo de bárbarie: o abuso dos animais que não compartilham exatamente do mesmo corpo físico que nós, humanos. A capacidade de pensar livremente hoje está distante das cabeças comuns - basta parar e olhar; porque ninguém nunca se pergunta como tudo aquilo foi parar ali, que consequências trouxe para a vida marinha (no caso), e também PORQUE EU PRECISO DISTO?
Se eu disser que a cegueira mata, vão me condenar. Se alguém morre de cegueira, é só mais um.


*Vocês vão sentir uma breve conexão com esse post e o próximo. Quando? não sei.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu juro

que volto a postar. Só preciso voltar a escrever. Ai, santíssima. Preguiça é fueda.
tem uns 8 livros que eu poderia fazer resenha...nham nham.
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