domingo, 25 de setembro de 2011

Feira de troca de livros em POA!

Hoje, dia 25, quem visitar a Redenção das 10h às 17h, será convidado a participar de uma grande troca de saber. Em sua 10ª edição, a Feira de Troca de Livros reunirá parte do seu acervo e de mais 15 bibliotecas da Grande Porto Alegre, com um grande objetivo: fazer os livros circularem!

Para participar é simples: traga os livros que você já leu e troque por
aqueles que você quer ler! Além de atualizar sua coleção, a troca ajuda a diversificar o acervo das bibliotecas. Serão centenas de publicações
esperando para serem trocadas - e retrocadas - pelas mais de 10 mil pessoas que frequentam o evento anualmente.

A Feira é organizada pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, através da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães. Uma eventual chuva não será problema: a proteção às pessoas e às páginas será garantida por uma estrutura coberta.

Uma dica importante: não traga dinheiro nem cartão de crédito, indispensável serão as mochilas, as sacolas, os carrinhos de feira... Tudo que possa facilitar o transporte da principal atração do dia: os livros.

O QUE: 10ª Feira de Troca de Livros de Porto Alegre
QUANDO: 25 de setembro (domingo), das 10h às 17h.
ONDE: Parque Farroupilha (junto ao Monumento ao Expedicionário).
INFORMAÇÕES: 3289 8079 / 3289 8078.
cll@smc.prefpoa.com.br



Lembrem-se: conhecimento e sabedoria não devem acumular só na sua estante!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mais de O Hobbit - reedições e comentários

“Em fins de 1932, Tolkien pôde entregar à Lewis um maço de papéis para serem lidos. Era o esboço incompleto daquilo que se tornaria O Hobbit: ou Lá e de volta outra vez (The Hobbit or There and Back Again). Lewis descreveu sua reação ao livro numa carta para Arthur Greeves: ‘Foi esquisito ler esse conto de fadas – é exatamente o que ambos teríamos almejado escrever (ou ler) em 1916, de modo que se sente que ele não está inventando, mas meramente descrevendo o mesmo mundo para o qual todos os três temos passaporte.’”

Quando eu li este trecho, fiquei até emocionada, porque tenho uma relação com os contos da Terra-Média, que às vezes eles me vêm aos olhos e se tornam reais, e defendo a teoria de que Tolkien não simplesmente “inventou” tudo, mas isto sempre esteve lá, como num mundo paralelo, esperando para ser exposto (rsrsr). De fato, esta é a grande dimensão de qualquer boa história de fantasia, trazer a idéia de realidade co-existente. Mas Tolkien não é só isso.

A primeira edição do Hobbit foi publicada em 21 de setembro de 1937, completada por ilustrações do próprio Tolkien, com tiragem de 1.500 exemplares. De fato, o Hobbit começou como história contada do pai para os filhos John e Michael, antes de 1930, mas começou a ser escrita e tomar corpo apenas depois desse ano. O caráter infantil predomina em seu estilo, e “inicialmente a história era independente do nascente ciclo mitológico O Silmarillion, e só mais tarde foi incorporada ao seu mundo e História inventados. O conto introduziu os hobbits na Terra-Média, afetando dramaticamente os acontecimentos ali.”

Nesta fantasia, o hobbit herói é o sr. Bilbo Bolseiro, que descobre um anel mágico, o Um Anel. Esta descoberta é o elo entre O Hobbit e sua grande continuação, O Senhor dos Anéis. Em 1951, houve uma nova publicação do livro (O Hobbit), revisada, por conta de alterações no capítulo 5 que deveriam ser feitas para darem sustento e correta continuidade entre os dois livros, de acordo com o grande significado do achado do Anel.

Fato impressionante é a habilidade de Tolkien em ligar suas obras, em sustentar seus mitos e suas correlações. O conhecimento do próprio trabalho é além da “simples” imaginação, de uma sabedoria inigualável.

Também é notável a sua habilidade em ajustar ao nível infantil o grande poder mitológico empregado, utilizando-se de nomes simples, que em outras obras tomam formas élficas complexas.

Fonte: tirei muitos dados e trechos do livro “O Dom da Amizade – Tolkien e Lewis”, que estou lendo e é ótimo, do autor e grande estudioso Colin Duriez.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dias de hoje

Hoje, além de ser meu aniversário e dia da árvore, também foi um dia importante pra Tolkien:

Em 21 de setembro de 1937 era lançada a primeira edição do O Hobbit - ou Lá e de volta outra vez.


Fazem, portanto, 74 anos do aniversário do Hobbit!
que lindo!


Existem detalhes posteriores que mudaram coisas em O Hobbit...mas falarei em breve!


Fonte: Google. Creio que não é esta a primeira edição...mas é bonita!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Música também, e é Chris Cornell

Não tem igual...a voz é sem comparação, mesmo.

Música, poesia e alma

Podem falar, mas acho linda essa música, muita essência. (Forfun)




Corre pra varanda e vem cá ver
Faça sol ou chuva
Um lindo dia vai nascer
No céu um degradê
Meus olhos imóveis fitam o mar
Vim pedir a força e as bençãos de Iemanjá
Amor pra me guiar
Vi os meus olhos refletidos pelos seus
E as imagens de um futuro que já aconteceu
Qualquer canto pode ser a nossa casa
O nada, o tudo, o todo, o tudo e o nada
Corre pra varanda e vem cá ver
Faça sol ou chuva
Um lindo dia vai nascer
No céu em degradê
Flores nascerão nesse jardim
Nuvens no horizonte dessa imensidão sem fim
O que trarão a mim?
À sombra da amendoeira me abriguei
Deitei nos braços de Morfeu
E quando eu acordei
Vagalumes visitavam a nossa casa
O nada, o tudo, o todo, o tudo e o nada
Corre pra varanda e vem cá ver
Faça sol ou chuva
Um lindo dia vai nascer
No céu um degradê

domingo, 4 de setembro de 2011

Pró-Animal e Vanguarda Abolicionista encaram 82 mil pessoas na Expointer

Intro: Em Esteio, RS, temos a maior feira do Agronegócio do Brasil. Nela, vemos todo tipo de comércio deste interesse, e entre eles, uma grande variedade de animais ficam ali expostos cedendo suas imagens e vidas aos interesses alheios (lê-se produção, lucro, peles, carne). Além do grande apelo costumeiro ao valoroso "churrasco" (que pra mim só tem cheiro de queimado...). Então, grupos ativistas de São Leopoldo e Porto Alegre fizeram a tradicional manifestação, que está relatada no blog da Vanguarda Abolicionista e que reproduzo aqui.

Vanessa Dalla

Fotos: Márcio de Almeida Bueno
Uma prova de resistência física. Sob calor de 30 graus, Sol forte e sensação térmica ampliada pelo asfalto, as ONGs Projeto Pró-Animal, de São Leopoldo, e Vanguarda Abolicionista, de Porto Alegre, estiveram realizando mais um protesto em frente à Expointer, em Esteio. Das 9h até o final da tarde de domingo, 4 de setembro, ativistas estiveram levando a mensagem da libertação animal a um público de 82 mil pessoas, segundo números oficiais.


A multidão era tamanha que, por mais de uma vez, a Polícia Rodoviária Federal gentilmente solicitou que os manifestantes trocassem o ponto de base da ação, para facilitar o fluxo de pessoas. A fila para entrada na 34ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários - uma das maiores do mundo, ia quase até a estação do metrô


Pró-Animal levou um banner sobre abate feito exclusivamente para o evento, reproduzido em milhares de panfletos, enquanto a Vanguarda compareceu com suas faixas e banners coloridos de praxe, além de milhares de panfletos focados na chinchila - o RS é um grande exportador de pele desse animal para a China. Diversos criadores de chinchila estavam expondo na Expointer, e muitas pessoas se sensibilizaram ao ver um animal 'tão fofo' engaiolado à espera da esfola.

A VAL focou na indústria de peles, na qual o RS é líder nacional
Alguns pecuaristas passavam e olhavam com desconfiança ou indignação para os cartazes dos ativistas - especialmente um com com os dizeres 'Sou gaúcho mas sou contra a exploração animal'. Na abordagem, a proposta dos animalistas foi de que então cedessem espaço em suas fazendas para aposentadoria de cavalos retirados da carroça pela ONGChicote Nunca Mais, parceira dos manifestantes. Todos acolheram bem a idéia de dar uma oportunidade de descanso vitalício a eqüinos cegos, aleijados ou idosos, e prometeram entrar em contato posterior.


A despeito do antagonismo de idéias, gaúcho tradicionalista interessou-se em adotar um cavalo e um cachorro para deixar em sua fazenda

Um adolescente aproximou-se dos ativistas para contar que era vegetariano, assim como o pai, criador de ovelhas que deixou de comer carne. "Ele não mata mais, e nem vende as ovelhas, para outros não matarem", contou o jovem, que pegou diversos impressos para mostrar à família. Ao final da tarde, exaustos e com todos os panfletos distribuídos, ambos os grupos encerram a ação, considerada plena de validade e êxito.

Sobre o asfalto ardente, carroças também estiveram circulando pela Expointer

Clique aqui para ver como foi o protesto na abertura da Expointer, no domingo anterior:Vanguarda Abolicionista realiza seu tradicional protesto em frente à Expointer

domingo, 28 de agosto de 2011

O desabafo em Carta ao Pai


  Kafka, que já havia escrito suas célebres obras A metamorfose e O processo, porém que ainda não haviam recebido devido merecimento, dispõe em “Carta ao Pai” todas suas angústias e aflições em relação a seu conturbado convívio familiar. É uma obra emocionante, onde o escritor põe com palavras cruas e diretas todos ressentimentos de uma vida sem muitas alegrias, e, principalmente, suas profundas mágoas em relação ao pai, com quem teve uma relação conturbada e de imposições, culpas, amarguras, chegando a chamar o pai de “tirano”, “rei”, até comparando-o com “Deus”, dono do Universo onde apenas uma opinião importava – a sua própria. Assim Kafka viu, ao longo da infância conturbada, todas as admirações inerentes à um pai irem por terra, todos os seus anseios esmagados e diminuídos à uma insignificância que foram dando lugar à uma grande sensação de nulidade e amargura, fazendo crescer uma pessoa desiludida, sem coragem de dar prosseguimento aos projetos mais íntimos, vivendo na sombra de um pai ameaçador. Em sentimentos confusos, ora de culpa, ora de raiva, numa profunda autoanálise, Kafka ainda culpa o pai por ter tirado-lhe a chance de qualquer amor próprio e autoestima, o que resultou nos seus fracassos, inclusive o literário, em sua falta de escolhas e sua personalidade abatida e recuante. Para essa sua personalidade, o autor tenta justificar-se perante o pior dos tribunais – o paterno, fazendo-se estender diante do leitor todos severos erros cometidos pelo pai na educação do filho.

A carta foi escrita em mais de 100 páginas manuscritas, quando tinha então 36 anos e uma vida sem grandes motivações, revelando sentimentos da mais profunda angústia. Inicialmente, Kafka tinha a mesmo o intuito de enviá-la ao pai, com a intenção de fazer melhorar a relação entre os dois, porém esta nunca chegou ao destinatário, e não se sabe bem o porquê.

Hoje a Carta ao Pai tem um enorme valor literário, por seus caráter psicológico, pela análise do conflito, pela bela estética que ressalta a luta interior travada por Kafka – fazendo dele o próprio centro de sua obra.

Aqui, nessa breve apresentação, não é possível falar de todo sobre Kafka, principalmente porque sua vida é ainda hoje estudada e muito densa, revelando muitos aspectos mais profundos e fora de meu alcance, hoje, que são representados em suas obras com grande caráter autobiográfico, outro caráter relevante.

sábado, 27 de agosto de 2011

Downloads Tolkenianos

Relacionado com o post anterior, vou colocar o link para dois downloads: um, uma edição de "Aventuras de Tom Bombadil e outras Histórias" - eu não conheço estes tradutores, e não é pela Martins Fontes (tradicional). Mas não li, então não posso falar que são bons nem ruins. Deixo para que julguem sozinhos.

Outro, é um link para a 1º edição da Martins Fontes de Mestre Gil de Ham (esta história tbm tem no link anterior, mas são tradutores diferentes), que é um livrinho de história infantil mais ao estilo do Hobbit, muito gostoso.

Clique ali em download para ser redirecionado.
=]





E neste site, Galeria Tolkenianos, tem mais vários livros para download!!

Sejam felizes!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tom Bombadilo, Bom Bombadil

Edição Bilíngue
Tradutores: William Lagos e Ronald Eduard Kyrmse
Editora Martins Fontes
2010


A apresentação do livro começa com o prefácio, que discorre da origem dos poemas, a maioria proveniente do Livro Vermelho e escritos ou revisados por Bilbo ou Sam Gamgi. Dá uma breve introdução dos temas dos poemas, escridos sob forte influência dos acontecimentos  transcorridos no final da Terceira Era, e que empregam, muitas vezes, grande conhecimento geográfico e histórico, e que ainda abordam lendas de Gondor e tradições élficas da Segunda Era, ou ainda contos numenorianos dos dias heróicos do final da Primeira Era.
Estes versos de origem hobbitiana “trazem em geral duas características em comum. Apreciam o emprego de palavras incomuns e deartifícios de rima e de métrica em sua simplicidade. […] Também são, pelo menos superficialmente, alegres ou frívolos, embora às vezes possamos suspeitar, com certo incômodo, que pretendam significar mais que nossos ouvidos captam.”
Dos 16 textos, o Número 15 é o mais tardio, já percentence à Quarta Era, que foi inserido pois estava assinalado por uma mão desconhecida como “Frodo Dreme” [O sonho de Frodo], embora muito improvável que o próprio Frodo o tenha escrito, mas de suma importância, pois “o título demonstra que estava associado com os sonhos melancólicos e desesperados que o visitaram repetidamente nos meses de março e outubro durante seus últimos três anos”. Perturbação que, aliás, era comum de acontecer com os hobbits andarilhos; os que voltavam, ao menos, sempre se mostravam inquietos e pouco comunicativos.

Logo após, seguem-se as traduções. A de William Lagos, poeta, manteve-se fiel à métrica irregular do original, mas utilizando versos brancos, ou seja, sem rima, para a tradução acompanhar com o máximo de exatidão o original.
Já Ronald Kyrmse esforça-se na difícil tarefa (ainda mais tratando-se de Tolkien) de trazer a doçura dos versos Tolkenianos para o português, aliando seu profundo conhecimento do mundo e dos personagens à rima e à métrica.
Depois, somos abençoados com o texto original, que requer um bom conhecimento em inglês, às vezes não sendo o suficiente, já que Tolkien “inventava” palavras ou fazia outras derivações; mas ainda assim não deixa de ser delicioso e mágico, ainda mais para uma fanática (eu!), poder conhecer e imergir um pouquinho mais na história profunda e complexa com a qual nos vemos tão envolvidos.

Vou trazer pra cá um trecho de cada versão, lógico. Este poema, de 1933, introduz, além de Tom, a misteriosa Fruta d'Ouro, Salgueiro Homem e as Criaturas Tumulares.

     1.    As Aventuras de Tom Bombadill
 (Willian Lagos)

O velho Tom Bombadil era um sujeito alegre:
Sua casaca azul brilhante e suas botas amarelas,
Ele usava um cinto verde, seus calções eram de couro,
E trazia em sua cartola uma pluma de asa de cisne.
Morava ao pé da Colina, de onde o rio Voltavime
Corria de uma fonte na relva até um vale estreito.


           1. As Aventuras de Tom Bombadill
             (Ronald Kyrmse)
Bom Tom Bombadil era alegre, já se nota;
Azul claro o paletó, amarela a bota,
Verde é o cinto e de couro a calça;
No alto chapéu pena de cisne se alça.
Mora ao pé do Morro, onde o Voltavime
Do poço corre ao Covão, pra que o vale anime. 

 1. The adventures of Tom Bombadil
           (Tolkien)
Old Tom Bombadil was a merry fellow;
Bright blue his jacket was and his boots were yellow,
Green were his girdle and his breeches all of leather;
He wore in his tall hat a swan-wing feather.
He lived up under Hill, where the Withywindle
Ran from a grassy well down into the dingle.
   
Bem, estas são só as primeiras linhas. O restante, vocês descobrem!

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